Exemplo de PaaS

PaaS

Recapitulando o Conceito (Já Publicado no artigo “O que é SaaS, IaaS e PaaS em Cloud Computing? – Conceitos básicos”):

PaaS – Platform as a Service (Plataforma como Serviço):
Este modelo fica entre o SaaS e IaaS, proporcionando uma plataforma mais robusta e flexível para a utilização de muitos recursos de tecnologia, onde é possível a utilização de softwares de maneira mais personalizada, sendo possível desenvolver suas próprias aplicações baseadas em alguma tecnologia (framework, linguagem etc.) e utilizar a infraestrutura necessária – disponível na Nuvem.

O exemplo (Aplicações práticas do Conceito):

Para ilustrar o que menciono no conceito, vou apresentar o WOLF, pois, trata-se de uma solução que utiliza todos os conceitos, mas, principalmente tira o melhor proveito possível da utilização de um Framework e da gestão do ciclo de vida de uma aplicação.

A solução WOLF permite que qualquer empresa desenvolva sua aplicação em um ambiente de Cloud Computing, tira proveito dos benefícios do modelo Web 2.0, utilizando o desenvolvimento “code free” (sem necessidade de escrever código), entre outras funcionalidades.

Eu poderia publicar vários parágrafos aqui, mas acredito ser mais produtivo acessar o site do Wolf Framework, pois, existem muitos detalhes e informações, além de vídeos autoexplicativos que irão auxiliar muito no entendimento. Além do mais, não há nenhum tipo de alteração radical, que seja incompreensível para quem tem algum conhecimento – mesmo que seja básico – em Tecnologia da Informação. PaaS é mais uma excelente ferramenta no apoio ao desenvolvimento de aplicações, porém, baseada em ambiente de Cloud Computing.

Lembrando que, este NÃO é um artigo patrocinado e estou utilizando o WOLF apenas pela facilidade de entendimento do modelo, pois, o site tem ótimas informações. Se você deseja mais opções, a seguir apresento mais algumas: Azure (Português), Drupal (Inglês), Salesforce1 Platform (Inglês/Português), Squarespace (Inglês), LongJump (o site do LongJump também é excelente para aprofundar o entendimento – Inglês).

Um abraço!
Antonio Ricardo Goncalves

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O que é Fabric-Based Infrastructure

Vamos adicionar mais um pouco de conhecimento ao nosso Gerenciamento de Cloud Computing  e entender o que é Fabric-Based infrastructure (FBI). Este é um termo relativamente novo que é utilizado para ambientes com capacidade de gestão automatizada.

Este conceito destinado à integração vertical de hardware e infraestrutura de software, chamado de Fabric-Based infrastructure (FBI) é apoiado por uma camada de automação (baseada em softwares para o gerenciamento de ambientes computacionais) e tem como objetivo apoiar a T.I. a prover soluções sob demanda para apoio aos negócios com maior agilidade, eficiência e eficácia. Desta forma, promete entregar infraestrutura para aplicações em tempo real.

Como mencionei nos artigos anteriores (Gerenciamento de Cloud Computing P.I e P.II) e também em vários outros, este modelo de computação (no modelo Cloud Computing), vem se diferenciando dos modelos tradicionais pela capacidade de atender as demandas de negócios por entregar soluções flexíveis. Isto significa disponibilizar ambientes que crescem ou encolhem horizontal ou verticalmente, baseados nas necessidades dos negócios.  Da perspectiva das áreas de negócios, esta facilidade de obter e liberar recursos computacionais implica em menores custos para seus projetos e maior rapidez na entrega de soluções.  Na visão da TI, este tipo de solução com gerenciamento mais eficiente é muito interessante por ser capaz de reduzir o consumo de recursos desnecessários (ex. hardware, software, armazenamento, energia elétrica) disponibilizando somente o necessário para determinado projeto ou solução e distribuindo melhor tais recursos.

O conceito é bem simples. Trata-se de um modelo de gestão automatizada para ambientes computacionais, porém, sem um recurso desta natureza, os modelos de Cloud Computing tornam-se ineficazes, por não atingirem seus objetivos de entrega de ambientes (como SaaS, PaaS e IaaS) com maior agilidade e eficiência operacional do que os modelos convencionais. E por último, mas, não menos importante: Custo/benefício mais atrativo para aqueles que  utilizam este modelo de computação.

Um grande abraço!
Antonio Ricardo Goncalves

Web 2.0, Cloud, SaaS e UC

Como os leitores freqüentes deste blog já perceberam – e até estão cansados de saber – sou um entusiasta das tecnologias baseadas na teoria da Web 2.0 e hoje decidi expor – e também retomar – dois motivos (“causos” da vida real), entre muitos, que me fazem abordar esta teoria e suas soluções de maneira constante.

  • [Primeiro “Causo”] Quando profissionais ou empresas planejam construir ou adotar uma solução de Tecnologia da Informação, em muitas vezes, não conseguem determinar o que necessitam como fim (ou solução). Estes profissionais se entregam a pesquisas e buscas intermináveis, se perdendo em relação ao que é mais importante: a informação (e como tratá-la).  Desta forma, o que poderia ser algo simples, por exemplo, a aquisição de uma solução de videoconferência baseada em nuvem, web 2.0 (e Comunicações Unificadas), onde seja possível através de dois ou três cliques, estar conectado com o mundo (preservando sua infraestrutura atual) e ter tudo que foi tratado em conferência, armazenado em algum local para futura consulta, torna-se algo mirabolante, como a compra de equipamentos (hardware) de rede, montagem de salas de videoconferência com uma infinidade de gadgets (“tranqueiras”) que no final das contas terá o mesmo objetivo, porém, com um custo total de propriedade e aquisição muito maiores, e sem um ponto muito importante, que é… Isto mesmo: A Informação, que normalmente em meio a tantos gadgets fica em segundo plano e torna-se disponível apenas momentaneamente, pela falta de uma solução capaz de armazenar tais informações.

[Segundo “Causo”] Um determinado sistema precisa ser atualizado – isto ocorre por vários motivos relacionados ao seu ciclo de vida – e novamente. ao iniciar o processo, o foco não está na informação que tal sistema trata, mas sim na tecnologia – seja porque o Servidor, onde o sistema está instalado, precisa ser trocado ou porque o Sistema Operacional onde o sistema foi desenvolvido irá ser descontinuado e assim por diante. E as ideias começam novamente a brotar – pela culatra – e direcionar a solução para as coisas mais absurdas do tipo: Virtualização de uma solução descontinuada (ou seja, se amanhã algo acontecer, você irá contar apenas com um Pajé para lhe ajudar a resolver seu problema, pois, não terá suporte) ou ainda em casos onde tal solução tem um tempo em seu ciclo de vida, mas não é uma solução web (mesmo no modelo tradicional lá da web 1.0), e sua empresa agora tem gente espalhada por vários cantos do país. O que fazer? Bom, já vi muita gente gastando pequenas fortunas com soluções de terminais, desktops virtuais e estas coisas todas. Mas, ora pois, se o objetivo principal é a manutenção da informação com tecnologia (A Tecnologia da Informação serve para isto, concorda?), porque não “remodelar” seu antigo sistema para ser desenvolvido / adaptado em uma plataforma Web 2.0? Talvez no início você sinta aquele “baita” frio na barriga, mas quando estiver com uma solução (imagine um sistema de RH) sendo executada em um modelo Web 2.0 onde seja possível distribuir a administração através de um simples browser, e mais, adicionar gradualmente várias funcionalidades de colaboração, compartilhamento, conectividade com outros sistemas web entre outras funcionalidades, você irá sentir um grande alívio por não depender de uma pilha de softwares / soluções apenas para adaptar aquele seu sistema que precisa ser atualizado.

Uma boa dica para começar a entender esta linha de pensamento para solucionar problemas relacionados à Tecnologia de Informação. é utilizar na própria internet soluções como o Google Apps, Microsoft Azure, o “criador de sites” WIX, Salesforce, Skype e outras milhares que estão disponíveis. A maior parte delas é gratuita e todas baseadas no conceito da Web 2.0. Também faça uma pesquisa sobre programação em HTML5, que é a mais nova versão do HTML e incorpora a teoria da Web 2.0.

E lembre-se sempre de questionar a utilização da Tecnologia: Se a Tecnologia é para apoiar a informação, a operação, a medicina, a produção ou o que seja; ela só lhe serve se este objetivo principal/fim for solucionado de maneira inteligente e funcional.

Um abraço!
Antonio Ricardo

Os avanços da TI e os paradigmas da informação descentralizada

Não é novidade que a TI avançou muito mais na última década – do que em décadas anteriores – em relação a aplicativos e soluções web e, somando a este fato, a maior facilidade de utilização de tais aplicações em dispositivos móveis, vem ocorrendo outro fenômeno que é o crescimento das informações que estamos compartilhando, seja criando fontes de informações, acessando ou ainda compartilhando tais informações através da computação social.

Este cenário nos coloca em uma situação muito interessante por um lado que é a maior facilidade de aprendizado e a criação de novos pequenos e médios negócios, porém de muita dificuldade se olhamos através da ótica das grandes empresas, principalmente as mais conservadoras. E a questão é simples: Qual rumo tomar?

Bom, vamos começar pela questão das empresas que possuíam acesso limitado as soluções competitivas de TI, como, por exemplo, um ERP – que é algo básico para as grandes empresas – ou um sistema de Business Intelligence. Esta  nova forma de utilização do conhecimento humano, através de compartilhamento de informações e soluções através da Internet, permite hoje que uma empresa minúscula e com pouco capital, tenha sua estratégia de TI e suas respectivas soluções de tecnologia da mesma forma que as grandes para apoiar seu negócio, pois,  através da computação em nuvem e de inúmeras soluções baseadas em tecnologia web (principalmente no conceito web 2.0), novas empresas de tecnologias surgiram, fornecendo ao mercado soluções muito boas e com custo baixo. Isto não é mágica nem milagre, mas, trata-se de um grande avanço na descentralização do conhecimento e da capacidade de desenvolvimento de soluções, que até pouco tempo, concentrava-se em grandes “players” de TI, e agora está se consolidando de forma distribuída em toda a parte do planeta. Apenas como exemplo deste novo modelo, cito a Sales Force, que fornece soluções acessíveis a grande parte do mercado de pequenas e médias empresas, mas existem inúmeras soluções que atendem este mercado de maneira eficaz com custo muito atraente.

No outro lado da questão estão as grandes empresas que utilizam soluções tradicionais e possuem suas informações, teoricamente, armazenadas internamente, utilizando soluções dos mesmos grandes “players” de TI que citei anteriormente. Como manter uma estratégia de competitividade com empresas menores, tratar as informações de maneira inteligente e trocar o modelo utilizado por décadas, onde, toda a tecnologia está baseada em uma solução interna e passar a utilizar soluções externas, com custo operacional mais baixo, garantindo que este modelo de TI já estabelecido tenha continuidade através desta solução externa aos seus domínios? Pois é! Este é um desafio a ser superado nos próximos anos. Chegar a um modelo mais competitivo de adoção da tecnologia da informação, sem perdas ou prejuízos por conta de não ter mais um controle rígido – ao menos esta sensação de controle – de suas informações.

Adicionamos a esta bagunça, questões como barreiras comerciais sendo quebradas, a inércia das grandes empresas (que em sua maioria são ultraconservadoras), gente com ideias inovadoras, milhares de startups de TI surgindo pelo mundo afora e outras centenas de milhares de soluções, está pronta a confusão!

Então, a única coisa que nos resta é pensar… Como podemos utilizar de maneira inteligente, eficiente, eficaz e sustentável, este novo modelo que está surgindo e continuarmos a transformar problemas e ideias em soluções!

Um grande abraço!
Antonio Ricardo

CIO.com: 5 Keys to Enterprise Social Networking Success

Redes SociaisRecomendo a leitura do artigo disponível no link abaixo, publicado na CIO.com para quem quer entender um pouco a respeito da adoção do conceito de Computação Social para empresas.
É óbvio que existem diferenças de aplicação no mercado americano e no mercado brasileiro, porém, o importante é compreender o conceito e entender o caminho a traçar. Também não se preocupe com este ou aquele fornecedor de solução mencionado na matéria. Novamente: Foco no conceito e nos modelos.
Boa leitura: 5 Keys to Enterprise Social Networking Success.

Um abraço!
Antonio Ricardo

Gostei deste artigo de um colega canadense e decidi “mandar um reblog” nele!
Boa leitura!!!

Cloud Computing Best Practices

A headline theme for our next webinar will be ‘Microsoft Private Cloud 2.0’.

Private Cloud Application Platform

Two years ago I described an upcoming market that I initially defined as the Private Cloud Application Platform.

Recently Microsoft began prosecuting this space with their PCSS initiative, the Private Cloud Solutions Suite, bringing together a partner group that enables the PCAP I described, wrapping lots of value around the core MS suite of Hyper-V and System Centre.

This really starts to get the right ingredients for the real secret sauce to the Private Cloud story.

As we have all gathered, simply implementing yet more virtualization is hardly a new story for the enterprise data-centre so instead to really make it cook we need a full implementation of all aspects of the Cloud, internally, in particular both PaaS and SaaS – Platform and Software as a Service.

This combination of additional capabilities…

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SharePoint 2010: BCS – Business Connectivity Services

Hoje decidi abordar algo bem específico no SharePoint 2010, que é o BCS – Business Connectivity Services, pois, tenho percebido que muita gente ainda acredita que o SharePoint é uma solução que tem pouca integração, ou ainda, muitos mantém a ideia que o SharePoint 2010 fica apenas no mundo da colaboração. Vamos lá…

Cada vez mais as empresas estão adotando modelos complexos de soluções tecnológicas (seja Tecnologia da Informação, Tecnologia Operacional entre outras), criando ambientes híbridos, ou seja, múltiplas soluções de diferentes fornecedores e em diferentes plataformas.

Considerando este cenário híbrido em relação aos seus ambientes, existe um ponto crítico a ser avaliado e muito bem desenvolvido, que é a INTEGRAÇÃO destes sistemas e de seus respectivos dados e/ou informações e é justamente neste ponto (a integração) que entra em ação o BCS – Business Connectivity Services no SharePoint 2010.

Mas o que é o BCS?(Até agora não falei… :-S)
BCS – Business Connectivity Services é (resumidamente) um conjunto de soluções, que fazem parte do SharePoint 2010, que facilitam a integração de dados entre o SharePoint e as demais soluções que você já possui. Com o BCS um desenvolvedor de sistemas – que tenha conhecimento em .NET e SharePoint, por exemplo – é capaz de fazer integrações (troca de dados bidirecional) com SAP, Soluções e Bancos de Dados Oracle e vários outros sistemas disponíveis no mercado. No meu ponto de vista, o BCS é uma forma de expandir suas soluções de forma infinita, integrando recursos de colaboração, computação social, business intelligence entre outros recursos em qualquer sistema que você já possua ou deseja utilizar.
(Lembrando que esta minha abordagem é do ponto de vista da arquitetura e não estou entrando em nenhum detalhe técnico, pois, meu foco aqui neste blog é sempre produzir textos que possam ser entendidos por todos os públicos.)

Caso você tenha interesse em conhecer detalhes técnicos do BCS, existem publicações específicas (livros técnicos) e também muitos recursos na Internet, como o MSDN, as Comunidades Técnicas Microsoft entre outras fontes de aprendizagem.

Baixe o Poster do BCS no site de Downloads da Microsoft em http://www.microsoft.com/en-us/download/details.aspx?id=2847

Abaixo, um exemplo da arquitetura do BCS.