Demorou, mas mudou: “Yelp muda para tornar mais clara a distinção entre publicidade e review”

Após muitas reclamações, algumas ameaças de processos e arranhar sua imagem (que até antes dessa onda era muito boa) o Yelp finalmente decidiu “reorganizar” a casa para deixar claro para quem utiliza o serviço, o que é publicidade e o que não é. Já havia ficado “chata” a situação, com cara de enganação!

PS. Por esta e por algumas outras ações erradas do Yelp, o Google desistiu da negociação anunciada no final do ano, alegando falta de transparência. Eu complemento a falta de transparência com o excesso de trapalhadas…

Veja a seguir matéria sobre o assunto publicada no site IDG Now! Brasil:

 Site que publica avaliações de usuários sobre produtos e serviços libera acesso a reviews filtrados e acaba com venda de Favorite Review.

O site de reviews Yelp anunciou na segunda-feira (5/4) uma reformulação na forma de apresentação das análises de seus usuários, como forma de tornar mais clara a distinção entre publicidade e reviews.

Conhecido nos EUA por publicar comentários de seus usuários sobre o comércio de suas cidades, o Yelp passará a liberar o acesso aos reviews filtrados pelo sistema, e descontinuará o recurso Favorite Review, que fazia parte do pacote de anúncios oferecidos às empresas.

No blog oficial do serviço, o CEO Jeremy Stoppelman disse que “confiança do usuário é a base” do serviço, que já conta com 31 milhões de usuários. Com as mudanças, o CEO acredita que ficará ainda mais claro que os reviews do Yelp são “completamente independentes de publicidade ou de qualquer tipo de manipulação”.

Em dezembro de 2009, uma negociação de compra do Yelp pelo Google não foi concretizada – a transação havia sido estimada em 500 milhões de dólares. Uma fonte afirmou que o negócio foi deixado de lado porque os negociadores do site não foram ‘transparentes’.

Um abraço!
Antonio Ricardo Gonçalves

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A colaboração aliada à saúde pública: Salvando vidas.

Hoje decidi que a publicação, além de técnica, deveria ter relacionamento com temas de interesse público e político, com o objetivo de compartilhar a visão de que os assuntos do blog (Colaboração e Redes Sociais) realmente são aplicáveis na prática e não são apenas filosofias (Nada contra os filósofos… rs).

Então vamos lá… Falar a respeito de outra função nobre que a colaboração online pode exercer é a de contribuir com informações que possam salvar vidas.

Este objetivo pode ser colocado em prática através de redes que mantenham informações sobre grupos de doadores / receptores de órgãos, pessoas com problemas crônicos de saúde e que precisem de tratamento e/ou medicamentos periódicos. Um grupo de excelentes patrocinadores para um projeto desta natureza seriam os órgãos governamentais, sejam eles em âmbito regional ou nacional.

Um exemplo que pode ser aplicado em nosso dia-a-dia em todas as regiões do país é a questão da distribuição de medicamentos (Péssima, não é?!). Todos sabemos que muitos medicamentos nunca são entregues aos pacientes, devido a muitos fatores relacionados à má gestão de sistema de distribuição, e se o governo federal, por exemplo, tomasse uma atitude simples de implementar um sistema de controle de seus estoques de medicamentos, aliado a outros sistemas regionais (prefeituras, estados, secretarias de saúde, hospitais) que armazenassem informações sobre pacientes com doenças crônicas e quais os tipos de medicamentos este pacientes necessitam, haveria uma distribuição e um controle logístico desta distribuição de maneira eficaz e ECONÔMICA. Muitos medicamentos que atualmente ficam estocados de maneira adequada, no local errado (região, cidade, hospital) e terminam com o prazo de validade expirado, poderiam ser entregues diretamente na casa de um cidadão com algum problema crônico, através dos Correios por exemplo.

Outro recurso muitíssimo interessante para o exemplo acima, seria criar um fluxo onde todos os envolvidos (fornecedor do medicamento, médico e paciente) tenham contato direto e possa haver um acompanhamento por qualquer um dos envolvidos, ou seja, o paciente poderia cobrar o fornecedor em caso de atraso, o médico ficaria mais próximo ao paciente (mantendo o seu histórico / prontuário) e assim por diante. Desta maneira o processo seria muito transparente e as possíveis falhas poderiam ser detectadas mais facilmente.

É óbvio que para algo assim acontecer, barreiras políticas, administrativas, técnicas e culturais precisam ser ultrapassadas além de muito planejamento / ações, porém, a idéia é que compartilhando as ações, informações e as responsabilidades, por exemplo, é possível diminuir o custo operacional de um sistema – de saúde – que é vital para a população e que desperdiça milhares de reais por ano, por conta da falta de iniciativas, interesses políticos e má gestão entre outros que todos nós conhecemos.

Mudar para melhor é sempre possível e interessante. Mas é preciso ao menos de iniciativa, planejamento e esforço. Algo que parece em escassez em nosso poder público.

Um grande abraço e
(Aproveitando o clima)
Um ótimo NATAL a todos!
Antonio Ricardo Gonçalves

Colaboração nas empresas versus Colaboração na WEB

Hoje vou começar meu POST com uma pergunta um tanto quanto óbvia – talvez estúpida – e fácil de respondermos.

Você considera mais simples buscar/encontrar:
A) Uma informação – o número de uma Nota Fiscal de Compra de um simples “mouse pad” – na intranet da sua empresa?
B) Uma informação – a data de nascimento de Nelson Mandela – na Internet?

Se você respondeu a letra B, saiba que você está muito bem acompanhado, pois, pouquíssimas empresas no Brasil estão preparadas – e interessadas – em organizar suas informações de maneira inteligente atualmente. Assunto que vem sendo trabalhado por várias empresas – Sites e serviços – na Internet como por exemplo o Wikipedia, Google, Microsoft e as inúmeras redes sociais como o Google, Facebook, LinkedIn etc. O motivo deste disparate é óbvio, pois, estas empresas são direcionadas a este tipo de solução, o que não isenta a mediocridade da maioria das empresas, as quais não percebem a importância no tratamento das suas informações.

Muitas empresas são “especialistas em retrabalho” devido a sua incapacidade de gerenciar de maneira inteligente o conhecimento de suas equipes. O que poderia ser tratado como patrimônio da empresa é simplesmente tratado como informação de propriedade individual, ou seja, um processo qualquer que é utilizado em um determinado departamento de produção está “armazenado” no cérebro de apenas um profissional e não há nenhum cuidado para que esta informação seja escrita (de acordo com um padrão pré-estabelecido), armazenada adequadamente e amplamente divulgada. Muitas empresas reinventam seus processos internos várias vezes em diferentes áreas pela pura falta de COLABORAÇÃO. Cada uma das áreas criam e recriam suas pequenas rodinhas, desperdiçando tempo e principalmente dinheiro.

Tem um outro detalhe bem importante relacionado a falta de cultura colaborativa, que acredito ser algo você ter visto algumas vezes: Alguém saiu da empresa e levou com ele seu conhecimento. Consequentemente o seu antigo departamento parou de funcionar porque as pessoas não sabem o que fazer e nem como fazer suas atividades.E agora? O que fazer? Será que este profissional é insubstituível? Ou um gênio? Obviamente que não. O maior responsável pela situação é novamente a falta de cultura relacionada a gestão do conhecimento e colaboração.

E o que fazer para melhorar a situação?
É importante que as empresas tratem a informação da mesma maneira que tratam seus bens materiais, como seus equipamentos eletrônicos, por exemplo. Não vai resover muito a situação se você tiver belos servidores, excelentes desktops e um sistema que custe uma fortuna se você não entender o conceito e nem a importância da informação acessível a todos durante todo o tempo.
Comece avaliando qual tipo de informação é importante para sua empresa, aquela mais valiosa e organize-a de maneira que não dependa de quem irá utilizar, trate-a realmente como seu patrimônio. Se é sigilosa, organize-a e guarde a sete chaves ou se é algo que você quer incorporar a cultura da sua empresa, como sua missão ou mesmo um processo global, trate-a com cuidado da mesma maneira para que seja fácil o acesso de qualquer um, independente de sua função. O mais importante é que você entenda o valor da informação e o quanto ela pode ser vital para a continuidade de seus negócios e, nunca esqueça, informações públicas mal organizadas são transformadas em lixo, pois, só ocupam espaço e custam caro ao meio ambiente, portanto entre na ERA DA COLABORAÇÃO! Mãos à obra!

Caso você tenha alguma situação interessante, seja ela trágica, cômica, frustrante etc compartilhe conosco enviando para argoncalves@pop.com.br. Não será citado nenhum nome rela de pessoas ou empresas envolvidas, pois, o mais importante é a lição aprendida e não causar nenhum tipo de constrangimento aos envolvidos. Sempre vale à pena lembrarmos que ÉTICA é fundamental em nossas vidas e não seria diferente na Colaboração.

Um grande abraço,
Antonio Ricardo Gonçalves
Consultor Sr. de T.I.