A colaboração aliada à saúde pública: Salvando vidas.

Hoje decidi que a publicação, além de técnica, deveria ter relacionamento com temas de interesse público e político, com o objetivo de compartilhar a visão de que os assuntos do blog (Colaboração e Redes Sociais) realmente são aplicáveis na prática e não são apenas filosofias (Nada contra os filósofos… rs).

Então vamos lá… Falar a respeito de outra função nobre que a colaboração online pode exercer é a de contribuir com informações que possam salvar vidas.

Este objetivo pode ser colocado em prática através de redes que mantenham informações sobre grupos de doadores / receptores de órgãos, pessoas com problemas crônicos de saúde e que precisem de tratamento e/ou medicamentos periódicos. Um grupo de excelentes patrocinadores para um projeto desta natureza seriam os órgãos governamentais, sejam eles em âmbito regional ou nacional.

Um exemplo que pode ser aplicado em nosso dia-a-dia em todas as regiões do país é a questão da distribuição de medicamentos (Péssima, não é?!). Todos sabemos que muitos medicamentos nunca são entregues aos pacientes, devido a muitos fatores relacionados à má gestão de sistema de distribuição, e se o governo federal, por exemplo, tomasse uma atitude simples de implementar um sistema de controle de seus estoques de medicamentos, aliado a outros sistemas regionais (prefeituras, estados, secretarias de saúde, hospitais) que armazenassem informações sobre pacientes com doenças crônicas e quais os tipos de medicamentos este pacientes necessitam, haveria uma distribuição e um controle logístico desta distribuição de maneira eficaz e ECONÔMICA. Muitos medicamentos que atualmente ficam estocados de maneira adequada, no local errado (região, cidade, hospital) e terminam com o prazo de validade expirado, poderiam ser entregues diretamente na casa de um cidadão com algum problema crônico, através dos Correios por exemplo.

Outro recurso muitíssimo interessante para o exemplo acima, seria criar um fluxo onde todos os envolvidos (fornecedor do medicamento, médico e paciente) tenham contato direto e possa haver um acompanhamento por qualquer um dos envolvidos, ou seja, o paciente poderia cobrar o fornecedor em caso de atraso, o médico ficaria mais próximo ao paciente (mantendo o seu histórico / prontuário) e assim por diante. Desta maneira o processo seria muito transparente e as possíveis falhas poderiam ser detectadas mais facilmente.

É óbvio que para algo assim acontecer, barreiras políticas, administrativas, técnicas e culturais precisam ser ultrapassadas além de muito planejamento / ações, porém, a idéia é que compartilhando as ações, informações e as responsabilidades, por exemplo, é possível diminuir o custo operacional de um sistema – de saúde – que é vital para a população e que desperdiça milhares de reais por ano, por conta da falta de iniciativas, interesses políticos e má gestão entre outros que todos nós conhecemos.

Mudar para melhor é sempre possível e interessante. Mas é preciso ao menos de iniciativa, planejamento e esforço. Algo que parece em escassez em nosso poder público.

Um grande abraço e
(Aproveitando o clima)
Um ótimo NATAL a todos!
Antonio Ricardo Gonçalves

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