O que é DevOps e será que você deveria aderir, ou não..?

Existem sempre muitas tendências e “buzzwords” acontecendo no setor de TI. DevOps é mais uma destas palavras que circulam já faz alguns anos e ainda causa muito barulho e até um pouco de confusão. A seguir, pretendo esclarecer e desmistificar o tema, apresentando conceitos básicos que podem ser úteis na hora de decidir qual o momento de aderir à cultura DevOps no seu time ou empresa.

Você se recorda de ter brincado de Lego com seus amigos alguma vez em sua vida, criando e recriando diferentes cenários? Apesar de parece estranho, se você já fez isto alguma vez e gostou, é provável que goste da prática de DevOps e seja aquela pessoa que fará a diferença no seu time por compreender bem o processo de criar e recriar cenários.

O sucesso – e obviamente o fracasso – na prática do DevOps está relacionado à forma em que você trabalha para que algumas engrenagens básicas, que movimentam a TI, funcionem de maneira sincronizada. São elas: Pessoas, Processos, Ferramentas e Colaboração.  É fundamental começar a montagem dos blocos com estes quatro elementos em mente.

Antes de abordar o conceito básico de DevOps, é bom entender o que não é DevOps: Analistas, Operadores, Engenheiros de Software e quaisquer outras funções ou profissões não são DevOps, ou seja, não existe o famoso Analista de DevOps, a não ser em ambientes onde DevOps não é compreendido corretamente. O mesmo se aplica a um departamento ou softwares de automação e orquestração, que muitas vezes são descritos como DevOps. Softwares como Jenkins, Juju, Chef, Terraform etc. são excelentes ferramentas que contribuem na automação (e orquestração) de processos, mas não deve ser confundidos com o conceito de DevOps.

A justificativa para o que mencionei acima é bem simples: O Conceito de DevOps está relacionado à cultura utilizada por um grupo de pessoas que atuam de forma colaborativa durante o ciclo de vida de um serviço de TI. O grupo de pessoas pode ser formado por Analistas de Sistemas, Analistas de Suporte, Programadores, Operadores, Analistas de QA, Arquitetos de Solução entre outros, buscando a entrega do serviço do início ao fim. Estas pessoas trabalham de forma colaborativa e criam processos, que ao atingirem um alto nível de maturidade confiabilidade, podem – devem – ser automatizados através de ferramentas.  Assim sendo, temos conectados os quatro elementos básicos que começam a compor a Cultura e fizemos a fusão dos times de Desenvolvimento e Operações criando o nosso DevOps.

Além deste entendimento básico da estrutura, existem muitos outros conceitos envolvidos na Cultura DevOps, difundidos na comunidade engajada nesta prática. Um destes conceitos refere-se a outro conjunto de quatro elementos conhecido como CAMS (em inglês, refere-se a “Culture, Automation, Measurement, Sharing”). Em tradução livre: Cultura, Automação, Medição (ou Medir), Compartilhamento. É possível conectar e montar os blocos entre Engrenagens e CAMS facilmente, pois, a Cultura está relacionada com as Pessoas e ao Compartilhamento. A Automação está diretamente relacionada aos Processos e Ferramentas. E por último a Medição relacionando-se às quatro engrenagens básicas (Pessoas, Processos, Ferramentas e Colaboração).

A representação a seguir foi criada apenas para efeito didático e pode ser organizada e reorganizada de várias formas, movendo os elementos, inserindo mais elementos ou ainda retirando alguns de acordo com a maturidade na cultura DevOps.

DevOps

DevOps Representação

Agora chegou a hora de você parar e analisar se deve aderir à Cultura DevOps. Faça um exercício, simulando sua situação real atual, distribuindo o que você já possui de recursos dentro dos times de Desenvolvimento (Dev) e Operações (Ops). É bem comum perceber a existência da maioria dos elementos como Ferramentas, Processos, Automação (mesmo que em nível inicial) etc. Então o que é necessário para poder afirmar que é possível a adesão imediata? A resposta é simples mais uma vez: Falta apenas implantar e compartilhar a cultura, criando um ambiente onde pessoas dos times de Desenvolvimento e Operações colaboram na busca de resultados comuns para entregar um serviço, sistema, solução ou como queira descrever tal entrega (DevOps juntos do início ao fim do ciclo). E para completar não se esqueça de medir o desempenho do conjunto. E, “voilà”, sua prática de DevOps funciona!

Acredito que pelo menos 95% das pessoas que leem os conceitos básicos e que façam o teste concluem que falta muito pouco para iniciar esta nova jornada para um funcionamento muito mais eficiente e com menores custos operacionais através da Cultura DevOps.

Espera aí que tem bônus! A seguir deixo descrições um pouco mais detalhadas e técnicas sobre alguns pontos principais da Cultura DevOps e no final do texto tem uma lista com alguns livros para você utilizar como referência.

Bônus:

O Básico para quem precisa compreender o conceito:
DevOps é a prática onde times de desenvolvimentos de sistemas e times de suporte/operação de TI atuam em conjunto em todo ciclo de vida do serviço, desde o processo de design e desenvolvimento até o suporte de produção. O DevOps também é caracterizado pela maneira que a equipe de operações atua, utilizando muitas técnicas que os desenvolvedores de seus sistemas trabalham. Por outro lado o time de desenvolvimento passa a compreender um pouco mais do que acontece durante a operação de um serviço/sistema devido à proximidade com o time operacional.
Podemos simplificar o conceito, dizendo que DevOps é prática onde times de Desenvolvimento e Operações atuam de forma colaborativa durante o ciclo de vida de um serviço ou produto.

Existem alguns componentes centrais na prática de DevOps que devem ser compreendidos:
Cultura, Automação, Medição (ou Medir), Compartilhamento (CAMS em inglês)
O termo – em inglês – CAMS refere-se a “Culture, Automation, Measurement, Sharing”

Apesar dos termos serem autoexplicativos, a seguir, explico o CAMS um a um:

Cultura: Refere-se à maneira como as pessoas envolvidas na prática do DevOps atuam e pensam. DevOps é muito diferente dos modelos tradicionais de gestão de TI, onde as equipes de Desenvolvimento e Operações trabalham em ciclos completamente diferentes, utilizando processos isolados. E a Cultura é fundamental, pois, se você não investir nela, todas as tentativas de automação serão em vão. A Automação necessita de pessoas engajadas e ferramentas para funcionar.
Automação: Aqui é um dos lugares por onde você começa quando já entende sua cultura. Neste ponto, as ferramentas podem começar a unir uma malha de automação de tarefas para o DevOps. As ferramentas para gerenciamento de versões, provisionamento, gerenciamento de configuração, integração de sistemas, monitoramento e controle e também orquestração tornam-se peças importantes na construção de uma estrutura de DevOps.
Medição: Medir é uma prática fundamental no gerenciamento de qualquer atividade e, com DevOps não é diferente. Se você não conseguir medir, não poderá melhorar. Uma implementação bem sucedida de DevOps deverá medir tudo o que puder com a menor frequência possível. Métricas de desempenho, métricas dos processos e também métricas de pessoas.
Compartilhamento: Compartilhar ideias e problemas é a maneira de manter ativo o ciclo do CAMS. Criar esta cultura onde as pessoas possam compartilham ideias e problemas é primordial. Outra motivação interessante na cultura DevOps é a forma como as histórias de sucesso de DevOps ajudam os outros. Na prática do DevOps é sempre bem vindo o compartilhamento das ideias, e falar sobre problemas não deve ser encarado como uma situação de acusação pessoal ou menosprezo por causar alguma falha durante o ciclo. O que importa de verdade é entender o que acontece de errado e corrigir os problemas.
Agora que já passamos pelo básico, vamos conhecer as 5 metodologias utilizadas no DevOps:

  1. Pessoas sobre processos e processos sobre ferramentas (People over Process over Tools): Esta metodologia começa buscando as pessoas certas para cumprir um papel necessário. Em segundo lugar, assegure-se de que o processo esteja correto e ótimo. Por fim, melhore a eficiência do processo, reduzindo etapas, através de automação baseada em ferramentas.
    Para deixar claro, as ferramentas de automação são as últimas. Não faz sentido automatizar processos errados mesmo que você utilize as ferramentas certas. Automação serve para ajudar atingir excelência operacional e não para criar mais problemas!
  2. Entrega Contínua (Continuous Delivery): Entrega/Distribuição Contínua é a capacidade de fornecer mudanças de todos os tipos – incluindo novas funcionalidades, alterações de configuração, correções de bugs e produção de experiências – nas mãos dos usuários, de forma segura e rápida de forma sustentável. Muitos times já tem atuado com metodologias Ágeis e técnicas relacionadas a CI/CD, sendo assim, parte da metodologia utilizada na prática do DevOps já é conhecida. Como o tema aqui é DevOps, não vou me aprofundar em CI/CD. Você pode buscar no Google ou clicar aqui para saber mais.
  3. Gestão Enxuta (Lean Management): A Gestão Enxuta (Lean Management) é uma abordagem para administrar-se uma organização que tem base no conceito de melhoria contínua, uma abordagem de longo prazo para o trabalho que sistematicamente busca alcançar pequenas mudanças incrementais nos processos, a fim de melhorar a eficiência e a qualidade. É derivada da metodologia “Lean Manufacturing”, amplamente utilizada nas linhas de produção de automóveis.
  4. Controle de Mudança no estilo “Operações Visíveis” (Visible Ops style Change Control): O Visible Ops é uma metodologia que faz parte do ITIL desde o ano 2000 aproximadamente e basicamente reflete o que foi abordado no “item 1.Pessoas sobre processos e processos sobre ferramentas”, onde a excelência operacional não está apenas na utilização de ferramentas e sim na utilização do conjunto Pessoas/Processos/Automação criando um ciclo de entrega de serviço simples, eficiente e com custos que proporcionem que o negócio (ou produto final) seja competitivo.
  5. Infraestrutura como Código (Infrastructure as Code): A infraestrutura como Código (IaC) é um tipo de configuração de TI em que desenvolvedores ou equipes de operações gerenciam e provisionam automaticamente os recursos de TI utilizando ferramentas de automação, em vez de usar um processo manual para configurar dispositivos de hardware e sistemas operacionais. A infraestrutura como Código é também descrita como infraestrutura programável ou definida por software. É possível utilizar ferramentas dos próprios fornecedores dos equipamentos/serviços ou utilizar ferramentas de terceiros como as conhecidas Chef, Puppet, Terraform etc.

DevOps é um assunto bastante amplo e contempla todas as áreas da TI, portanto, se você tem interesse é sempre bom manter o conhecimento em dia, pois, como sabemos, estamos em constante mudança e, a cada ano, os ciclos de vida em TI estão sempre mais curtos. A parte boa é que a maioria dos conceitos e áreas de conhecimento utilizadas na prática de DevOps são conhecidos e facilitam a adoção de DevOps. Os desafios quando falamos deste assunto é mantermos uma cultura favorável a colaboração e como montar e desmontar os blocos de acordo com as necessidades do negócio, como um brinquedo de blocos Lego.

A seguir, a lista que mencionei:
Obs. Estou disponibilizando a lista com os Títulos todos em inglês, pois, estou fora do Brasil há algum tempo e não tenho certeza se existem traduções para todos.

  1. The Visible Ops Handbook: Implementing ITIL in 4 Practical and Auditable Steps, by Gene Kim, Kevin Behr, and George Spafford
    https://www.amazon.com/Visible-Ops-Handbook-Implementing-Practical/dp/0975568612 
  1. Continuous Delivery, by Jez Humble and David Farley
    https://www.amazon.com/Continuous-Delivery-Deployment-Automation-Addison-Wesley/dp/0321601912 
  1. Release It!, by Michael Nygard
    https://pragprog.com/book/mnee/release-it 
  1. Effective DevOps, by Jennifer Davis and Katherine Daniels
    http://shop.oreilly.com/product/0636920039846.do
  1. Lean Software Development: An Agile Toolkit, by Mary and Tom Poppendieck
    https://www.amazon.com/Lean-Software-Development-Agile-Toolkit/dp/0321150783
  1. Web Operations, by John Allspaw and Jesse Robbins
    https://www.amazon.com/Web-Operations-Keeping-Data-Time/dp/1449377440
  1. The Practice of Cloud System Administration, by Christine Hogan, Strata R. Chalup, and Thomas A. Limoncelli
    http://the-cloud-book.com/
  1. The DevOps Handbook, by Gene Kim, Jez Humble, Patrick Debois, and John Willis
    http://itrevolution.com/devops-handbook
  1. Leading the Transformation, by Gary Gruver and Tommy Mouser
    http://itrevolution.com/books/leading-the-transformation/
  1. The Phoenix Project, by Gene Kim, Kevin Behr, George Spafford
    https://en.wikipedia.org/wiki/The_Phoenix_Project_(novel)

 

Eu gostaria muito de saber a sua opinião sobre o assunto.
Opine e participe da discussão aqui no Blog ou no meu perfil do LinkedIn!
Um abraço!

[Microsoft Cloud] Comercial de TV da Microsoft sobre Cloud Computing

Como estou sem tempo disponível para novas publicações, decidi compartilhar um comercial da Microsoft que é veiculado constantemente nos canais de TV dos EUA / Canadá.
É um exemplo da aplicação da Nuvem da Microsoft (Microsoft Cloud) na prática (em uma situação real).
Divirtam-se!

Um abraço!
Antonio Ricardo

Seus Aplicativos estão prontos para a Computação em Nuvem?

Cloud Computing

A resposta para a pergunta do título deste artigo (Seus Aplicativos estão prontos para a Computação em Nuvem?) é óbvia: Não estão!

Cientes desta situação, podemos elaborar algumas explicações e também algumas soluções para o desafio de entregar Aplicativos / Sistemas compatíveis com a Computação em Nuvem.

[Leia mais: O que é Cloud Computing? / O que são SaaS, PaaS, IaaS?]                                       

Porque as aplicações não estão prontas para serem migradas / transferidas para a Nuvem?!

Simplesmente porque há uma grande diferença nos conceitos da computação tradicional, quem vem sendo utilizada nas últimas décadas, que é baseada em soluções individualizadas, ou seja, desenvolvem-se sistemas para determinadas necessidades (de uma companhia ou segmento) e estes sistemas são entregues normalmente em uma infraestrutura de TI local ou que estejam num provedor de serviços de outsourcing, porém, estas estruturas são conceitualmente diferentes de uma Nuvem e baseiam-se na relação Carga do Sistema x Capacidade do Hardware enquanto na Computação em Nuvem esta relação é diferenciada.

Inúmeros fatores são relevantes no momento da arquitetura de um novo sistema; como quais linguagens, bancos de dados, sistemas operacionais e demais tecnologias relacionadas serão utilizadas para que este sistema seja desenvolvido – além do óbvio que são as necessidades e as regras do negócio – e até pouco tempo atrás a Computação em Nuvem e seus conceitos e modelos simplesmente não existiam e/ou não estavam acessíveis à maioria das empresas.

Com a Computação em Nuvem tornando-se realidade e disponível para todos através de grandes empresas como Microsoft, Google, Amazon e também por outros inúmeros pequenos fornecedores, tornou-se viável desenvolver soluções para qualquer tipo ou tamanho do negócio, utilizando-se as vantagens deste modelo.

 [Leia mais: Gerenciamento de Cloud Computing – Pt. I / Gerenciamento de Cloud Computing – Pt. II]

As vantagens e os desafios dos Aplicativos na Nuvem!

A grande vantagem da computação em nuvem do ponto de vista da entrega de um sistema é sua capacidade de elasticidade, o que significa que você pode ter uma solução capaz de atender 10 usuários ou 100.000 usuários utilizando os recursos técnicos que a Nuvem lhe oferece. Isto é possível por causa da capacidade de desvincular a capacidade de carga de um sistema a capacidade de carga do hardware, pois, no modelo de Computação em Nuvem as camadas de hardware e os sistemas funcionam separadamente e este fator – dentre outros contidos na Computação em Nuvem – faz com que, um sistema desenvolvido com arquitetura de Computação em Nuvem seja capaz de crescer ou diminuir instantaneamente para atender as necessidades do negócio.

Outras características da Computação em Nuvem que podemos considerar vantagens são a maior capacidade de monitoração e gestão do ambiente, o que proporciona visão em tempo real do ambiente e também maior capacidade de prever risco ou necessidades operacionais. Estas características são básicas na computação em nuvem, assim como a Orquestração que é responsável pela automatização de processos e a capacidade de manter a Nuvem (Privada ou Publica) sempre em operação sem a necessidade de intervenção humana na maioria das situações cotidianas.

Neste momento que estamos, creio que o grande desafio seja o conhecimento, pois, grande parte dos profissionais ainda tem em mente o modelo pré Cloud Computing, portanto, aprender a desenvolver em um ambiente com muito mais possibilidades e recursos demanda tempo e esforço e esta mudança não ocorre em um período de curta duração. Também existem outros fatores como resistência a mudanças, a própria falta de entendimento de muitos conceitos de Computação em Nuvem que podem prejudicar o desenvolvimento para este ambiente atualmente, mas que, certamente serão superados nos próximos anos.

O importante é ter em mente que a Computação em Nuvem é um modelo que está revolucionando a Tecnologia da Informação e que certamente toda empresa terá sistemas baseados neste conceito e  também que possuir conhecimento para criar soluções em Nuvem é essencial para quem atua no mercado de TI.

 Um abraço!
Antonio Ricardo

Exemplo de SaaS

SaaS

Para não ficar apenas nos conceitos e nas explicações teóricas, decidi publicar este artigo com um exemplo simples e didático de SaaS ou Software as a Service.

Tenho o (estranho) hábito de pesquisar soluções no modelo “as a Service” para situações que enfrento no meu dia-a-dia. Como nesta semana tive uma experiência desagradável com um agendamento para exames de rotina, então saí pela Internet pesquisando e analisando o que havia.

Após algumas horas e várias leituras, análises, testes etc; encontrei na AWS (Amazon Web Services) o software tuOtempO, e por tratar-se de um software muito simples conceitualmente, mas com aplicação muito eficiente para o dia-a-dia, decidi utilizá-lo como exemplo para quem deseja visualizar na prática os conceitos de SaaS que repetidamente menciono neste blog.

Recapitulando o conceito de SaaS – Software as a Service:
SaaS – Software as a Service (Software como Serviço) é basicamente um modelo onde a aquisição e/ou utilização de um software não está relacionado a compra de licenças, ou seja, você utiliza algum software e paga por sua utilização. Este software é baseado em um ambiente computacional no modelo de Cloud Computing, e – na minha visão – deve disponibilizar acesso multiplataforma, ou em outras palavras, quem está utilizando deve possuir meios de acessá-lo através de diferentes aparelhos (celulares, tablets, desktops, notebooks) com diferentes tipos de clientes (browser/navegador) sem a necessidade de instalação de nenhum tipo de software adicional.

O que é o tuOtempO?
O tuOtempO é um conjunto de softwares no modelo SaaS, que podem trabalhar de forma independente ou integrada entre seus módulos e também integrando-se a software legado em caso de necessidade. Alguns módulos são: Serviço de Agendamento, Comunicação Interativa com Pacientes, Resultados de Exames entre outros. Para maiores detalhes, consulte o site do fornecedor.

Como utilizar o modelo SaaS no dia-a-dia (a prática):

Se a clínica, que atualmente utiliza um software ultrapassado (uma mescla um sistema baseado em Access / MS Office, Visual Basic e algumas planilhas) e que aparentemente não atende as expectativas, decidisse adotar uma nova solução, seria muito interessante do ponto de vista ‘custo x benefício’, passar a utilizar algo no modelo SaaS, pois a solução que menciono como exemplo – tuOtempO – e que é 100% SaaS, atenderia facilmente uma das necessidades do negócio – o agendamento de consultas, sendo possível passar a utilizá-la imediatamente através da assinatura mensal que possui custo baixo e sem a necessidade de nenhum tipo de intermediário, aquisição de hardware, software etc.

Com a transição do modelo atual para o SaaS, a clínica teria muitos benefícios, como a facilidade de gestão dos recursos de TI, pois, atualmente se o servidor onde o software está instalado ou uma das estações onde a atendente faz os agendamentos apresenta alguma falha, há indisponibilidade total ou parcial por conta do modelo ser ultrapassado e não oferecer alternativas para o caso de falhas. Já na situação onde o SaaS é utilizado, a interrupção dos serviços é praticamente nula, pois, é possível acessar o software de qualquer dispositivo e em qualquer local. Mesmo que haja uma queda na infraestrutura da clínica, é possível acessar o sistema de agendamentos por um smartphone ou tablet com acesso a Internet e continuar a atividade normalmente. Como estamos mencionando SaaS/Cloud Computing, o nível de confiabilidade e disponibilidade esperado é sempre alto.   Concluindo a ideia, é sempre fundamental analisar  qual o tipo e o tamanho do negócio para saber quando é interessante um ou outro modelo, mas de forma simplista, para situações mais simples você terá benefícios utilizando SaaS e para situações onde há necessidade de software com maior nível de parametrização (‘customização’) devido a regras do negócio, outros modelos como IaaS ou PaaS, e mesmo a computação em seu modelo tradicional, provavelmente serão mais interessantes.

Obs. Este artigo não é patrocinado. Apenas utilizei o exemplo da tuOtempO porque considero uma solução simples e de fácil entendimento para fins didáticos e o AWS por tratar-se de um fornecedor conhecido.

Um grande abraço!
Antonio Ricardo

O que é Fabric-Based Infrastructure

Vamos adicionar mais um pouco de conhecimento ao nosso Gerenciamento de Cloud Computing  e entender o que é Fabric-Based infrastructure (FBI). Este é um termo relativamente novo que é utilizado para ambientes com capacidade de gestão automatizada.

Este conceito destinado à integração vertical de hardware e infraestrutura de software, chamado de Fabric-Based infrastructure (FBI) é apoiado por uma camada de automação (baseada em softwares para o gerenciamento de ambientes computacionais) e tem como objetivo apoiar a T.I. a prover soluções sob demanda para apoio aos negócios com maior agilidade, eficiência e eficácia. Desta forma, promete entregar infraestrutura para aplicações em tempo real.

Como mencionei nos artigos anteriores (Gerenciamento de Cloud Computing P.I e P.II) e também em vários outros, este modelo de computação (no modelo Cloud Computing), vem se diferenciando dos modelos tradicionais pela capacidade de atender as demandas de negócios por entregar soluções flexíveis. Isto significa disponibilizar ambientes que crescem ou encolhem horizontal ou verticalmente, baseados nas necessidades dos negócios.  Da perspectiva das áreas de negócios, esta facilidade de obter e liberar recursos computacionais implica em menores custos para seus projetos e maior rapidez na entrega de soluções.  Na visão da TI, este tipo de solução com gerenciamento mais eficiente é muito interessante por ser capaz de reduzir o consumo de recursos desnecessários (ex. hardware, software, armazenamento, energia elétrica) disponibilizando somente o necessário para determinado projeto ou solução e distribuindo melhor tais recursos.

O conceito é bem simples. Trata-se de um modelo de gestão automatizada para ambientes computacionais, porém, sem um recurso desta natureza, os modelos de Cloud Computing tornam-se ineficazes, por não atingirem seus objetivos de entrega de ambientes (como SaaS, PaaS e IaaS) com maior agilidade e eficiência operacional do que os modelos convencionais. E por último, mas, não menos importante: Custo/benefício mais atrativo para aqueles que  utilizam este modelo de computação.

Um grande abraço!
Antonio Ricardo Goncalves

Gerenciamento de Cloud Computing (Private Cloud)

Como mencionei no artigo anterior, o gerenciamento de Cloud Computing para quem adota o modelo de Private Cloud (Nuvem Privada) merece atenção especial, pois, sem a aplicação de um bom modelo de gestão aliado a um software destinado a este fim, sua nuvem privada pode tornar-se um fracasso.

É necessário um conjunto de hardware e software para a criação de uma Nuvem Privada, e para que este conjunto funcione harmoniosamente, você precisará de uma solução – software – destinada ao gerenciamento de sua nuvem.  Um bom exemplo para entender como isto funciona é comparar com uma orquestra, onde existem músicos excepcionais e que dominam totalmente seus respectivos instrumentos musicais, porém, para que haja harmonia entre todos estes e seja produzida boa música e um resultado em grupo, o maestro é fundamental na condução do conjunto.

Existem vários fornecedores no mercado que entregam ótimas soluções para esta finalidade. Muitos fornecem soluções completas, onde você terá desde o modelo conceitual, hardware e software e a plataforma para fazer a gestão da sua Nuvem Privada.

Um ponto fundamental a ser destacado para quem passa a utilizar uma Nuvem Privada é basear a maior parte dos recursos oferecidos no conceito de auto-serviço (self-service), onde, o cliente pode criar seus próprios recursos, como máquinas virtuais (servidores / desktops), armazenamento etc. Este cliente pode ser um departamento de T.I. ou outro qualquer, dependendo da necessidade, e isto é definido de acordo com um modelo de gestão baseado nas necessidades dos negócios da empresa.

As duas fontes a seguir podem lhe fornecer muita informação sobre este assunto: (Obs. Os exemplos não são patrocinados, como sempre faço. Caso queira sugerir algum outro exemplo, fique a vontade. Sugestões são sempre bem-vindas!) http://www.microsoft.com/en-us/server-cloud/solutions/virtualization-private-cloud.aspx#fbid=IW3d6VZuKPD
http://www.vmware.com/br/products/vsphere/

Um grande abraço!
Antonio Ricardo

Gerenciamento de Cloud Computing

Como em qualquer outra atividade, a gestão de recursos da TI é essencial, porém, com o avanço da TI e a adoção de modelos baseados em computação em nuvem, este tema torna-se muito mais crítico e importante na obtenção dos resultados desejados.

Devido a este modelo (Cloud Computing) entregar muito mais confiabilidade, disponibilidade, agilidade e flexibilidade – é o que todos desejam, certo?! –; a atenção ao gerenciamento deste padrão de ambiente necessita muito estudo e gerenciamento no dia-a-dia de sua operação. Isto vale tanto para quem contrata ou comercializa algo como SaaS, IaaS, PaaS ou para quem utiliza Private / Hybrid Cloud.

Para ficar bem fácil de compreender, pensemos primeiramente num caso em que uma empresa utiliza correio eletrônico no modelo SaaS (Software as a Service). Todos nós concordamos que ficar sem email por minutos (ou segundos), pode custar caro, principalmente para áreas como centrais de atendimento, comercial e assim por diante. Portanto, quando pensamos no gerenciamento, devemos tomar cuidados especiais, como por exemplo, o tipo de contrato que está sendo contemplado com o fornecedor de serviços, pois, se você necessita de 99,999% de disponibilidade e assina um SLA de 95,9% dificilmente atingirá seu objetivo de disponibilidade, pois, a maior parte das empresas – ou todas elas – baseiam seus preços de SaaS nesta questão – a disponibilidade. Quando você analisar o Custo x Benefício de alguma solução deste tipo, o SLA substituiu exatamente o termo Benefício. (Custo X Benefício = Custo x SLA).  Quer ter melhor beneficio ou ter um SLA mais agressivo? Terá que desembolsar mais (Isto já aplicado nos modelos tradicionais, como Outsourcing).

Podemos considerar importantes, neste exemplo, outros fatores, como as funcionalidades que o produto disponibiliza, pois, sua empresa pode necessitar também de soluções de colaboração, mensagem instantânea ou ainda funcionalidades de CRM que podem ser agregadas a este produto de correio eletrônico, e que, se forem adquiridas separadamente podem custar mais ou ainda não se integrarem. Além disso, não podemos esquecer NUNCA de pensarmos num parceiro de verdade e não simplesmente em um fornecedor, pois, a entrega do serviço dependerá totalmente dele e nos momentos de crise ele deverá ser seu Parceiro e não apenas o Fornecedor de SaaS (este é um fator bem crítico no dia-a-dia de quem utiliza Cloud Computing).

Também podemos adotar Cloud Computing internamente, que conhecemos como Private Cloud, e neste caso, necessitamos de modelos mais robustos de gestão, o que inclui, além do que citei nos parágrafos anteriores, soluções integradas de gerenciamento de seu ambiente de computação em nuvem.  (Vou dedicar meu próximo artigo a este tópico para não estender demais este aqui. Já está longo demais… :-D)

Finalizando a ideia, podemos perceber que, apenas num único e simples exemplo – do correio eletrônico -, vários tipos ou domínios de gerenciamento são necessários para obtenção de bons resultados. A seguir, cito alguns: Gestão de contratos, gestão de riscos, gestão financeira, gestão de ativos, gestão de fornecedores, gestão de crise entre outros.

Mas tenha calma, não se desespere, pois, tudo que foi citado é perfeitamente viável de ser colocado em prática, principalmente adotando metodologias e conhecimento para apoiar a gestão de seu dia-a-dia.

Todos já ouvimos falar de ITIL, TOGAF, COBIT, PM e outras siglas e letrinhas que fornecem excelentes conhecimento,  métodos e maneiras de superar tais desafios… Não ouvimos?! Tem muita coisa boa para se colocar em prática e apoiar o avanço da adoção da tecnologia que você necessita. Também existem vários frameworks direcionados a gestão de Cloud Computing pipocando… Então, siga em frente!

Um grande abraço!
Antonio Ricardo Gonçalves