[Cloud Computing] O que é “Conteinerização”/”Containerization” (utilizando Docker)?

A “Conteinerização” é uma alternativa leve – e muito mais leve – para a Virtualização Completa (utilizando uma VM – Virtual Machine) que envolve a ação de encapsular um aplicativo em um recipiente com o seu próprio ambiente operacional. Esta alternativa fornece muitos dos benefícios de carregar um aplicativo em uma máquina virtual, como executar o aplicativo em qualquer máquina física adequada, sem quaisquer preocupações com dependências.

A Conteinerização ganhou bastante destaque com a solução open-source Docker. Os contêineres Docker são projetados para funcionar em qualquer tipo de dispositivo/plataforma (em tudo), de computadores físicos à máquinas virtuais, bare-metal, OpenStack cloud clusters, instâncias públicas e muito mais.

Talvez, para quem não tenha conhecimento técnico em Virtualização ou em Computação em Nuvem, a explicação acima fique um pouco complicada ou distante de algo que possa fazer sentido, então, para simplificar um pouco – se é que isto é possível – podemos definir a “Conteinerização” como uma forma padronizada (um modelo) para a entrega de uma determinada aplicação dentro de uma estrutura virtual (Conteiner) que se assemelha a uma VM (Virtual Machine), e que consome menos recursos e possui estrutura para portabilidade mais simples entre diferentes ambientes físicos/virtuais. Podemos considerar de forma mais genérica – ou grosseira – que um Contêiner seria uma versão enxuta de uma VM Padrão (que necessita de um hypervisor para ser executada).

Abaixo, está disponível um vídeo contendo uma Introdução ao Docker, apresentado pelo fundador Solomon Hykes, publicado no Youtube pelo Twitter University. Divirta-se! 😀

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Um Abraço!

Antonio Ricardo Gonçalves

Hybrid Cloud: Quando escolher a Nuvem Pública ou a Nuvem Privada

Cloud Computing

O termo “Hybrid Cloud’ é um dos mais utilizados – e provavelmente “o que está em moda” – no universo da Computação em Nuvem (Cloud Computing). Não há nenhum mistério neste modelo, pois, ele é a combinação entre “Private Cloud” e “Public Cloud”. O importante é saber decidir, ao migrar sua estrutura atual, qual a melhor opção para sua empresa migrar os sistemas em produção (Nuvem Pública ou Nuvem Privada).

Vários aspectos do negócio e também técnicos devem ser considerados ao optar-se por um dos modelos. Questões como flexibilidade do ambiente tecnológico, expansão geográfica da empresa, economia com infraestrutura, retorno sobre os investimentos, segurança e integridade das informações entre várias outras; a serem definidas de acordo com a necessidade.

Do lado da Nuvem Pública, os custos são atrativos, pois, o investimento em hardware e software é praticamente zero. Aqui, o fornecedor irá entregar este “pacote” pronto para ser utilizado. Imagine que você tenha que criar uma estrutura temporária para um evento ou projeto e que seu orçamento e prazos sejam enxutos. Neste caso, seria possível viabilizar esta solução, sem investir em hardware e evitar muita burocracia, entregando um ambiente pronto em um período curto, comparado com um modelo onde haja necessidade de montar estrutura física, comprar hardware e software e assim por diante. Do lado da nuvem pública você irá adquirir basicamente SaaS, PaaS ou IaaS.

Por outro lado, se você precisa de uma solução que ofereça vantagens da Computação em Nuvem, porém, a segurança das informações é algo extremamente delicado, optar pela Nuvem Privada é uma boa escolha. Neste caso você conseguirá utilizar os recursos do modelo Cloud que deseja, combinado com vários aspectos de segurança que você necessita, implantando a solução – imagine um Data Warehouse – exatamente de acordo com estratégias de segurança de sua empresa.  Lembrando que, nesta opção, você irá criar sua nuvem, com a necessidade de hardware e softwares para atender seu modelo. O gerenciamento da Nuvem Privada ficará sob sua responsabilidade.

Lembre-se, que, você pode – e provavelmente irá – ao longo do tempo, misturar Nuvem Pública e Nuvem Privada. O termo Nuvem Híbrida nasceu por conta desta necessidade e isto não é nenhuma tarefa impossível. A Plataforma Azure da Microsoft, por exemplo, permite que isto seja feito de acordo com suas necessidades.

Como é possível perceber, não há uma “receita de bolo” para a utilização do modelo Cloud Computing. É necessário planejamento estratégico e tático para que o objetivo seja alcançado. É fundamental que haja uma equipe de especialistas multidisciplinares para que a tomada de decisão seja apoiada em critérios que realmente atendam ao negócio.

Obs.: Este texto é direcionado a empresas médias e principalmente as grandes empresas, onde normalmente questões geográficas, aspectos de conformidade de diferentes legislações possuem grande peso na tomada de decisões.

Boa sorte e sucesso!

Um grande abraço,
Antonio Ricardo Gonçalves

Cloud Computing para Pequenas e Médias Empresas (PME)

Cloud Computing para PME

Em artigos anteriores, tenho escrito a respeito de vantagens e desvantagens na utilização do modelo de Computação em Nuvem (Cloud Computing Model) para vários segmentos de mercado, e neste artigo vou abordar a utilização de uma solução desenvolvida em Cloud Computing para o segmento PME (Pequenas e Médias Empresas).

Até alguns anos atrás, o acesso à tecnologia custava muito mais do que nos dias de hoje. Nas últimas décadas, o hardware (Desktops, Notebooks, Tablets, Celulares etc) tornou-se acessível à maioria – ou a todas – das empresas, pois, os preços foram decrescendo, passaram a ser competitivos e tornaram-se ‘commodities’, porém, a aquisição de um software de boa qualidade para atender as necessidades de negócio de uma empresa pequena ou média, ainda era algo pouco acessível, devido aos modelos aplicados pelas empresas fornecedoras de software.

Os modelos tradicionais de comercialização de software:

No(s) modelo(s) mais tradicional(is) de comercialização de software você adquire algum tipo de licença de utilização combinada com serviços como a instalação deste software, sua customização (adequação as necessidades do negócio) entre outros. Após a fase inicial (de implantação da solução) é comum ser cobrado mais algum tipo de manutenção do software/sistema utilizado, o que significa mais custo. Além disso, o que considero complexo neste modelo é que estes custos/valores são sempre flutuantes, ou seja, sempre dependem de varáveis difíceis de entender (para quem não é especialista no assunto), principalmente quando focamos o mercado PME. Em resumo, para quem já tem conhecimento em termos técnicos relativos à T.I./Negócios, estou tratando neste parágrafo de TCO (Total Cost of Ownership) e ROI (Return on Investment): O “Calcanhar de Aquiles” de muitos gestores.

A vantagem da Computação em Nuvem (Cloud Computing):

Para quem adquire um software de gestão desenvolvido no modelo Cloud Computing, todo o parágrafo anterior é eliminado, pois, você irá aderir ao modelo SaaS – Software as a Service, onde será cobrada uma assinatura mensal e você terá acesso instantâneo a solução. O maior desafio nesta situação é a análise da necessidade inicial do negócio, pois, a maioria dos Softwares no modelo SaaS não fornecem grande flexibilidade de adaptação a regras específicas de uma determinada linha de negócios. Como muitas empresas do segmento PME não possuem controles básicos, como Fluxo de Caixa, Controle de Estoque, Folha de Pagamento; o início da utilização de um SaaS – Software as a Service pode ser através de alguma das áreas primárias de apoio ao negócio, o que não necessita de adequações complexas.

Agora a prática:

Pesquisei e escolhi aleatoriamente uma solução para exemplificar, baseada no conteúdo texto que escrevi.

Site: http://www.salesbinder.com – Sales Binder
Solução: Controle de Estoque / Inventário no modelo SaaS
Descrição: Controle de estoque padrão – modelo tradicional – tirando proveito das vantagens da Computação em Nuvem / web. http://www.salesbinder.com/tour/online-inventory-management/ Preços: Gratuito para utilização de até 100 registros e 1 usuário. Até $99,00/mês para 100.000 registros e 50 usuários. http://www.salesbinder.com/pricing/

Com o exemplo acima percebemos que é possível gerenciar desde um pequeno estoque sem investir nada (zero) ou investindo um valor mensal baixo e acessível, um grande estoque pode ser gerenciado de maneira profissional.

Um abraço!
Antonio Ricardo

PS: Para quem é leitor eventual deste blog, lembro que meus artigos não são patrocinados e se algum for publicado mediante patrocínio, será devidamente informado.

Seus Aplicativos estão prontos para a Computação em Nuvem?

Cloud Computing

A resposta para a pergunta do título deste artigo (Seus Aplicativos estão prontos para a Computação em Nuvem?) é óbvia: Não estão!

Cientes desta situação, podemos elaborar algumas explicações e também algumas soluções para o desafio de entregar Aplicativos / Sistemas compatíveis com a Computação em Nuvem.

[Leia mais: O que é Cloud Computing? / O que são SaaS, PaaS, IaaS?]                                       

Porque as aplicações não estão prontas para serem migradas / transferidas para a Nuvem?!

Simplesmente porque há uma grande diferença nos conceitos da computação tradicional, quem vem sendo utilizada nas últimas décadas, que é baseada em soluções individualizadas, ou seja, desenvolvem-se sistemas para determinadas necessidades (de uma companhia ou segmento) e estes sistemas são entregues normalmente em uma infraestrutura de TI local ou que estejam num provedor de serviços de outsourcing, porém, estas estruturas são conceitualmente diferentes de uma Nuvem e baseiam-se na relação Carga do Sistema x Capacidade do Hardware enquanto na Computação em Nuvem esta relação é diferenciada.

Inúmeros fatores são relevantes no momento da arquitetura de um novo sistema; como quais linguagens, bancos de dados, sistemas operacionais e demais tecnologias relacionadas serão utilizadas para que este sistema seja desenvolvido – além do óbvio que são as necessidades e as regras do negócio – e até pouco tempo atrás a Computação em Nuvem e seus conceitos e modelos simplesmente não existiam e/ou não estavam acessíveis à maioria das empresas.

Com a Computação em Nuvem tornando-se realidade e disponível para todos através de grandes empresas como Microsoft, Google, Amazon e também por outros inúmeros pequenos fornecedores, tornou-se viável desenvolver soluções para qualquer tipo ou tamanho do negócio, utilizando-se as vantagens deste modelo.

 [Leia mais: Gerenciamento de Cloud Computing – Pt. I / Gerenciamento de Cloud Computing – Pt. II]

As vantagens e os desafios dos Aplicativos na Nuvem!

A grande vantagem da computação em nuvem do ponto de vista da entrega de um sistema é sua capacidade de elasticidade, o que significa que você pode ter uma solução capaz de atender 10 usuários ou 100.000 usuários utilizando os recursos técnicos que a Nuvem lhe oferece. Isto é possível por causa da capacidade de desvincular a capacidade de carga de um sistema a capacidade de carga do hardware, pois, no modelo de Computação em Nuvem as camadas de hardware e os sistemas funcionam separadamente e este fator – dentre outros contidos na Computação em Nuvem – faz com que, um sistema desenvolvido com arquitetura de Computação em Nuvem seja capaz de crescer ou diminuir instantaneamente para atender as necessidades do negócio.

Outras características da Computação em Nuvem que podemos considerar vantagens são a maior capacidade de monitoração e gestão do ambiente, o que proporciona visão em tempo real do ambiente e também maior capacidade de prever risco ou necessidades operacionais. Estas características são básicas na computação em nuvem, assim como a Orquestração que é responsável pela automatização de processos e a capacidade de manter a Nuvem (Privada ou Publica) sempre em operação sem a necessidade de intervenção humana na maioria das situações cotidianas.

Neste momento que estamos, creio que o grande desafio seja o conhecimento, pois, grande parte dos profissionais ainda tem em mente o modelo pré Cloud Computing, portanto, aprender a desenvolver em um ambiente com muito mais possibilidades e recursos demanda tempo e esforço e esta mudança não ocorre em um período de curta duração. Também existem outros fatores como resistência a mudanças, a própria falta de entendimento de muitos conceitos de Computação em Nuvem que podem prejudicar o desenvolvimento para este ambiente atualmente, mas que, certamente serão superados nos próximos anos.

O importante é ter em mente que a Computação em Nuvem é um modelo que está revolucionando a Tecnologia da Informação e que certamente toda empresa terá sistemas baseados neste conceito e  também que possuir conhecimento para criar soluções em Nuvem é essencial para quem atua no mercado de TI.

 Um abraço!
Antonio Ricardo

Cloud Computing: Vantagens e Desvantagens

Como qualquer outra tendência no mundo da TI, Cloud Computing tem suas vantagens e desvantagens. Também podemos encarar a situação com outros termos como desafios, barreiras, inovação dentre muitos outros termos, porém, pontuar vantagens e desvantagens é o meio mais claro de auxiliar quem necessita adotar Cloud Computing, seja no apoio aos negócios, pesquisa, desenvolvimento social ou em alguma finalidade específica.

Antes de continuar, caso você não esteja familiarizado com os conceitos, sugiro que leia os artigos sobre Cloud Computing, os modelos SaaS, PaaS, IaaS e Gerenciamento de Cloud Computing, para facilitar o entendimento do texto a seguir.

As Vantagens (algumas que considero mais claras e se aplicam a maioria dos casos):

Serviços com métrica: Permite saber exatamente o que está sendo utilizado, pois, Cloud Computing oferece métricas, auditoria e relatórios sobre todos os recursos de sua nuvem. Se não houver este item, você provavelmente está sendo “enrolado”, ou seja, comprando “gato por lebre”.

Elasticidade: Permite que o ambiente aumente ou diminua de acordo com suas necessidades. Recursos como processamento, armazenamento, memória e rede (utilização de banda) devem estar disponíveis de acordo com a necessidade do negócio, “crescendo ou encolhendo” junto com seu ambiente, de acordo com a demanda.

Agrupamento de recursos (resource pooling): O provedor de serviços de Cloud Computing, disponibiliza um ambiente, onde os recursos são agregados por segmento (como memória, disco / armazenamento, processador e rede), criando uma camada de recursos disponíveis para seus clientes, independente do modelo de sua infraestrutura. Isto significa que o cliente visualiza o ambiente de forma plana, ou seja, ele terá acesso ao recurso que necessita independente do modelo da infraestrutura do fornecedor de Cloud Computing.

Acesso amplo aos recursos de rede: Os recursos disponibilizados pelo modelo de Cloud Computing baseiam-se em padrões que permitem o acesso através de vários tipos de clientes, como sistemas operacionais de diferentes fornecedores e diferentes plataformas como smartphones, laptops, tablets etc.

Autosserviço (Self-service) baseado na demanda: É possível que o cliente tenha acesso aos recursos da nuvem diretamente,  sem a necessidade de intermediários. Através de um painel de controle em um portal web, por exemplo, é possível que o cliente administre sua nuvem (ou recursos de uma parcela da nuvem).

Podemos adicionar outras muitas vantagens como baixo custo (comparando com infraestrutura convencional), facilidade de utilização, disponibilidade, administração simplificada do ambiente (a parte mais complexa é realizada pelo fornecedor da solução de Cloud Computing). Por último nesta lista, cito a relação “facilidade x custo” de utilizar Cloud Computing. Tal relação viabiliza a qualquer empresa acessar recursos computacionais,  sem a necessidade de uma equipe de especialistas (o que aumentaria os custos de uma solução de TI), viabilizando a adoção da tecnologia mesmo para micro empresas.

As Desvantagens (também analisando globalmente, sem analisar um segmento específico):

Obviamente não são apenas flores que habitam este jardim, então vamos enumerar alguns – de muitos – aspectos que podem ser desinteressantes no modelo de computação em nuvem.

Creio que atualmente, como regra geral, adotar Cloud Computing é mais interessante para as empresas de pequeno e médio porte do que para as grandes empresas. E isto acontece porque as empresas de porte maior tem a possibilidade de manter suas próprias equipes de TI e desenvolver soluções que atendam de forma personalizada suas necessidades.

Quando utilizamos soluções tradicionais baseadas em nuvem (não estou me referindo a nuvem privada), em linhas gerais, estamos utilizando soluções que podem não ser tão personalizáveis o quanto necessitamos. É a mesma situação onde alguém que necessite um terno e pode comprar pronto ou sob medida. Cada opção tem suas características e valores específicos. Ainda através de uma perspectiva técnica, existem outros fatores como latência de rede, necessidade de hardware muito robusto, necessidade de trafegar grande quantidade de dados, questões relacionadas à arquitetura e plataformas onde as aplicações são executadas entre outras.

Apesar de vários aspectos técnicos contribuírem para a lista de desvantagens, creio que nenhum deles é mais relevante para esta lista do que as questões relacionadas à Privacidade e Segurança, pois, no meu ponto de vista, apesar do grande esforço para garantir padrões confiáveis e reconhecidos internacionalmente, ainda não há muita clareza e um consenso no que diz respeito a direitos e deveres entre as partes envolvidas num modelo de Cloud Computing.

Outra questão relacionada à Privacidade e Segurança é que cada mercado – ou país – tem suas próprias regulamentações e como muitas empresas fornecem serviços globalmente, entender e atender cada região, de acordo com a legislação local vigente é algo bem complexo. Por exemplo, nos Estados Unidos, atender os requisitos Sarbanes-Oxley é algo fundamental  para quem vai fornecer um serviço como um software baseado em nuvem.

Muitos aspectos precisam amadurecer no âmbito legal, comercial e técnico para que a computação em nuvem realmente passe a ser algo amplamente adotado pelas empresas de grande porte, porém, creio que é um caminho natural de qualquer tecnologia, basta uma rápida análise no modelo da adoção de tecnologia e sua famosa curva.

Um grande abraço!
Antonio Ricardo Gonçalves

O que é Fabric-Based Infrastructure

Vamos adicionar mais um pouco de conhecimento ao nosso Gerenciamento de Cloud Computing  e entender o que é Fabric-Based infrastructure (FBI). Este é um termo relativamente novo que é utilizado para ambientes com capacidade de gestão automatizada.

Este conceito destinado à integração vertical de hardware e infraestrutura de software, chamado de Fabric-Based infrastructure (FBI) é apoiado por uma camada de automação (baseada em softwares para o gerenciamento de ambientes computacionais) e tem como objetivo apoiar a T.I. a prover soluções sob demanda para apoio aos negócios com maior agilidade, eficiência e eficácia. Desta forma, promete entregar infraestrutura para aplicações em tempo real.

Como mencionei nos artigos anteriores (Gerenciamento de Cloud Computing P.I e P.II) e também em vários outros, este modelo de computação (no modelo Cloud Computing), vem se diferenciando dos modelos tradicionais pela capacidade de atender as demandas de negócios por entregar soluções flexíveis. Isto significa disponibilizar ambientes que crescem ou encolhem horizontal ou verticalmente, baseados nas necessidades dos negócios.  Da perspectiva das áreas de negócios, esta facilidade de obter e liberar recursos computacionais implica em menores custos para seus projetos e maior rapidez na entrega de soluções.  Na visão da TI, este tipo de solução com gerenciamento mais eficiente é muito interessante por ser capaz de reduzir o consumo de recursos desnecessários (ex. hardware, software, armazenamento, energia elétrica) disponibilizando somente o necessário para determinado projeto ou solução e distribuindo melhor tais recursos.

O conceito é bem simples. Trata-se de um modelo de gestão automatizada para ambientes computacionais, porém, sem um recurso desta natureza, os modelos de Cloud Computing tornam-se ineficazes, por não atingirem seus objetivos de entrega de ambientes (como SaaS, PaaS e IaaS) com maior agilidade e eficiência operacional do que os modelos convencionais. E por último, mas, não menos importante: Custo/benefício mais atrativo para aqueles que  utilizam este modelo de computação.

Um grande abraço!
Antonio Ricardo Goncalves

Gerenciamento de Cloud Computing (Private Cloud)

Como mencionei no artigo anterior, o gerenciamento de Cloud Computing para quem adota o modelo de Private Cloud (Nuvem Privada) merece atenção especial, pois, sem a aplicação de um bom modelo de gestão aliado a um software destinado a este fim, sua nuvem privada pode tornar-se um fracasso.

É necessário um conjunto de hardware e software para a criação de uma Nuvem Privada, e para que este conjunto funcione harmoniosamente, você precisará de uma solução – software – destinada ao gerenciamento de sua nuvem.  Um bom exemplo para entender como isto funciona é comparar com uma orquestra, onde existem músicos excepcionais e que dominam totalmente seus respectivos instrumentos musicais, porém, para que haja harmonia entre todos estes e seja produzida boa música e um resultado em grupo, o maestro é fundamental na condução do conjunto.

Existem vários fornecedores no mercado que entregam ótimas soluções para esta finalidade. Muitos fornecem soluções completas, onde você terá desde o modelo conceitual, hardware e software e a plataforma para fazer a gestão da sua Nuvem Privada.

Um ponto fundamental a ser destacado para quem passa a utilizar uma Nuvem Privada é basear a maior parte dos recursos oferecidos no conceito de auto-serviço (self-service), onde, o cliente pode criar seus próprios recursos, como máquinas virtuais (servidores / desktops), armazenamento etc. Este cliente pode ser um departamento de T.I. ou outro qualquer, dependendo da necessidade, e isto é definido de acordo com um modelo de gestão baseado nas necessidades dos negócios da empresa.

As duas fontes a seguir podem lhe fornecer muita informação sobre este assunto: (Obs. Os exemplos não são patrocinados, como sempre faço. Caso queira sugerir algum outro exemplo, fique a vontade. Sugestões são sempre bem-vindas!) http://www.microsoft.com/en-us/server-cloud/solutions/virtualization-private-cloud.aspx#fbid=IW3d6VZuKPD
http://www.vmware.com/br/products/vsphere/

Um grande abraço!
Antonio Ricardo