[Microsoft Cloud] Comercial de TV da Microsoft sobre Cloud Computing

Como estou sem tempo disponível para novas publicações, decidi compartilhar um comercial da Microsoft que é veiculado constantemente nos canais de TV dos EUA / Canadá.
É um exemplo da aplicação da Nuvem da Microsoft (Microsoft Cloud) na prática (em uma situação real).
Divirtam-se!

Um abraço!
Antonio Ricardo

Exemplo de SaaS

SaaS

Para não ficar apenas nos conceitos e nas explicações teóricas, decidi publicar este artigo com um exemplo simples e didático de SaaS ou Software as a Service.

Tenho o (estranho) hábito de pesquisar soluções no modelo “as a Service” para situações que enfrento no meu dia-a-dia. Como nesta semana tive uma experiência desagradável com um agendamento para exames de rotina, então saí pela Internet pesquisando e analisando o que havia.

Após algumas horas e várias leituras, análises, testes etc; encontrei na AWS (Amazon Web Services) o software tuOtempO, e por tratar-se de um software muito simples conceitualmente, mas com aplicação muito eficiente para o dia-a-dia, decidi utilizá-lo como exemplo para quem deseja visualizar na prática os conceitos de SaaS que repetidamente menciono neste blog.

Recapitulando o conceito de SaaS – Software as a Service:
SaaS – Software as a Service (Software como Serviço) é basicamente um modelo onde a aquisição e/ou utilização de um software não está relacionado a compra de licenças, ou seja, você utiliza algum software e paga por sua utilização. Este software é baseado em um ambiente computacional no modelo de Cloud Computing, e – na minha visão – deve disponibilizar acesso multiplataforma, ou em outras palavras, quem está utilizando deve possuir meios de acessá-lo através de diferentes aparelhos (celulares, tablets, desktops, notebooks) com diferentes tipos de clientes (browser/navegador) sem a necessidade de instalação de nenhum tipo de software adicional.

O que é o tuOtempO?
O tuOtempO é um conjunto de softwares no modelo SaaS, que podem trabalhar de forma independente ou integrada entre seus módulos e também integrando-se a software legado em caso de necessidade. Alguns módulos são: Serviço de Agendamento, Comunicação Interativa com Pacientes, Resultados de Exames entre outros. Para maiores detalhes, consulte o site do fornecedor.

Como utilizar o modelo SaaS no dia-a-dia (a prática):

Se a clínica, que atualmente utiliza um software ultrapassado (uma mescla um sistema baseado em Access / MS Office, Visual Basic e algumas planilhas) e que aparentemente não atende as expectativas, decidisse adotar uma nova solução, seria muito interessante do ponto de vista ‘custo x benefício’, passar a utilizar algo no modelo SaaS, pois a solução que menciono como exemplo – tuOtempO – e que é 100% SaaS, atenderia facilmente uma das necessidades do negócio – o agendamento de consultas, sendo possível passar a utilizá-la imediatamente através da assinatura mensal que possui custo baixo e sem a necessidade de nenhum tipo de intermediário, aquisição de hardware, software etc.

Com a transição do modelo atual para o SaaS, a clínica teria muitos benefícios, como a facilidade de gestão dos recursos de TI, pois, atualmente se o servidor onde o software está instalado ou uma das estações onde a atendente faz os agendamentos apresenta alguma falha, há indisponibilidade total ou parcial por conta do modelo ser ultrapassado e não oferecer alternativas para o caso de falhas. Já na situação onde o SaaS é utilizado, a interrupção dos serviços é praticamente nula, pois, é possível acessar o software de qualquer dispositivo e em qualquer local. Mesmo que haja uma queda na infraestrutura da clínica, é possível acessar o sistema de agendamentos por um smartphone ou tablet com acesso a Internet e continuar a atividade normalmente. Como estamos mencionando SaaS/Cloud Computing, o nível de confiabilidade e disponibilidade esperado é sempre alto.   Concluindo a ideia, é sempre fundamental analisar  qual o tipo e o tamanho do negócio para saber quando é interessante um ou outro modelo, mas de forma simplista, para situações mais simples você terá benefícios utilizando SaaS e para situações onde há necessidade de software com maior nível de parametrização (‘customização’) devido a regras do negócio, outros modelos como IaaS ou PaaS, e mesmo a computação em seu modelo tradicional, provavelmente serão mais interessantes.

Obs. Este artigo não é patrocinado. Apenas utilizei o exemplo da tuOtempO porque considero uma solução simples e de fácil entendimento para fins didáticos e o AWS por tratar-se de um fornecedor conhecido.

Um grande abraço!
Antonio Ricardo

Cloud Computing: Vantagens e Desvantagens

Como qualquer outra tendência no mundo da TI, Cloud Computing tem suas vantagens e desvantagens. Também podemos encarar a situação com outros termos como desafios, barreiras, inovação dentre muitos outros termos, porém, pontuar vantagens e desvantagens é o meio mais claro de auxiliar quem necessita adotar Cloud Computing, seja no apoio aos negócios, pesquisa, desenvolvimento social ou em alguma finalidade específica.

Antes de continuar, caso você não esteja familiarizado com os conceitos, sugiro que leia os artigos sobre Cloud Computing, os modelos SaaS, PaaS, IaaS e Gerenciamento de Cloud Computing, para facilitar o entendimento do texto a seguir.

As Vantagens (algumas que considero mais claras e se aplicam a maioria dos casos):

Serviços com métrica: Permite saber exatamente o que está sendo utilizado, pois, Cloud Computing oferece métricas, auditoria e relatórios sobre todos os recursos de sua nuvem. Se não houver este item, você provavelmente está sendo “enrolado”, ou seja, comprando “gato por lebre”.

Elasticidade: Permite que o ambiente aumente ou diminua de acordo com suas necessidades. Recursos como processamento, armazenamento, memória e rede (utilização de banda) devem estar disponíveis de acordo com a necessidade do negócio, “crescendo ou encolhendo” junto com seu ambiente, de acordo com a demanda.

Agrupamento de recursos (resource pooling): O provedor de serviços de Cloud Computing, disponibiliza um ambiente, onde os recursos são agregados por segmento (como memória, disco / armazenamento, processador e rede), criando uma camada de recursos disponíveis para seus clientes, independente do modelo de sua infraestrutura. Isto significa que o cliente visualiza o ambiente de forma plana, ou seja, ele terá acesso ao recurso que necessita independente do modelo da infraestrutura do fornecedor de Cloud Computing.

Acesso amplo aos recursos de rede: Os recursos disponibilizados pelo modelo de Cloud Computing baseiam-se em padrões que permitem o acesso através de vários tipos de clientes, como sistemas operacionais de diferentes fornecedores e diferentes plataformas como smartphones, laptops, tablets etc.

Autosserviço (Self-service) baseado na demanda: É possível que o cliente tenha acesso aos recursos da nuvem diretamente,  sem a necessidade de intermediários. Através de um painel de controle em um portal web, por exemplo, é possível que o cliente administre sua nuvem (ou recursos de uma parcela da nuvem).

Podemos adicionar outras muitas vantagens como baixo custo (comparando com infraestrutura convencional), facilidade de utilização, disponibilidade, administração simplificada do ambiente (a parte mais complexa é realizada pelo fornecedor da solução de Cloud Computing). Por último nesta lista, cito a relação “facilidade x custo” de utilizar Cloud Computing. Tal relação viabiliza a qualquer empresa acessar recursos computacionais,  sem a necessidade de uma equipe de especialistas (o que aumentaria os custos de uma solução de TI), viabilizando a adoção da tecnologia mesmo para micro empresas.

As Desvantagens (também analisando globalmente, sem analisar um segmento específico):

Obviamente não são apenas flores que habitam este jardim, então vamos enumerar alguns – de muitos – aspectos que podem ser desinteressantes no modelo de computação em nuvem.

Creio que atualmente, como regra geral, adotar Cloud Computing é mais interessante para as empresas de pequeno e médio porte do que para as grandes empresas. E isto acontece porque as empresas de porte maior tem a possibilidade de manter suas próprias equipes de TI e desenvolver soluções que atendam de forma personalizada suas necessidades.

Quando utilizamos soluções tradicionais baseadas em nuvem (não estou me referindo a nuvem privada), em linhas gerais, estamos utilizando soluções que podem não ser tão personalizáveis o quanto necessitamos. É a mesma situação onde alguém que necessite um terno e pode comprar pronto ou sob medida. Cada opção tem suas características e valores específicos. Ainda através de uma perspectiva técnica, existem outros fatores como latência de rede, necessidade de hardware muito robusto, necessidade de trafegar grande quantidade de dados, questões relacionadas à arquitetura e plataformas onde as aplicações são executadas entre outras.

Apesar de vários aspectos técnicos contribuírem para a lista de desvantagens, creio que nenhum deles é mais relevante para esta lista do que as questões relacionadas à Privacidade e Segurança, pois, no meu ponto de vista, apesar do grande esforço para garantir padrões confiáveis e reconhecidos internacionalmente, ainda não há muita clareza e um consenso no que diz respeito a direitos e deveres entre as partes envolvidas num modelo de Cloud Computing.

Outra questão relacionada à Privacidade e Segurança é que cada mercado – ou país – tem suas próprias regulamentações e como muitas empresas fornecem serviços globalmente, entender e atender cada região, de acordo com a legislação local vigente é algo bem complexo. Por exemplo, nos Estados Unidos, atender os requisitos Sarbanes-Oxley é algo fundamental  para quem vai fornecer um serviço como um software baseado em nuvem.

Muitos aspectos precisam amadurecer no âmbito legal, comercial e técnico para que a computação em nuvem realmente passe a ser algo amplamente adotado pelas empresas de grande porte, porém, creio que é um caminho natural de qualquer tecnologia, basta uma rápida análise no modelo da adoção de tecnologia e sua famosa curva.

Um grande abraço!
Antonio Ricardo Gonçalves