Seus Aplicativos estão prontos para a Computação em Nuvem?

Cloud Computing

A resposta para a pergunta do título deste artigo (Seus Aplicativos estão prontos para a Computação em Nuvem?) é óbvia: Não estão!

Cientes desta situação, podemos elaborar algumas explicações e também algumas soluções para o desafio de entregar Aplicativos / Sistemas compatíveis com a Computação em Nuvem.

[Leia mais: O que é Cloud Computing? / O que são SaaS, PaaS, IaaS?]                                       

Porque as aplicações não estão prontas para serem migradas / transferidas para a Nuvem?!

Simplesmente porque há uma grande diferença nos conceitos da computação tradicional, quem vem sendo utilizada nas últimas décadas, que é baseada em soluções individualizadas, ou seja, desenvolvem-se sistemas para determinadas necessidades (de uma companhia ou segmento) e estes sistemas são entregues normalmente em uma infraestrutura de TI local ou que estejam num provedor de serviços de outsourcing, porém, estas estruturas são conceitualmente diferentes de uma Nuvem e baseiam-se na relação Carga do Sistema x Capacidade do Hardware enquanto na Computação em Nuvem esta relação é diferenciada.

Inúmeros fatores são relevantes no momento da arquitetura de um novo sistema; como quais linguagens, bancos de dados, sistemas operacionais e demais tecnologias relacionadas serão utilizadas para que este sistema seja desenvolvido – além do óbvio que são as necessidades e as regras do negócio – e até pouco tempo atrás a Computação em Nuvem e seus conceitos e modelos simplesmente não existiam e/ou não estavam acessíveis à maioria das empresas.

Com a Computação em Nuvem tornando-se realidade e disponível para todos através de grandes empresas como Microsoft, Google, Amazon e também por outros inúmeros pequenos fornecedores, tornou-se viável desenvolver soluções para qualquer tipo ou tamanho do negócio, utilizando-se as vantagens deste modelo.

 [Leia mais: Gerenciamento de Cloud Computing – Pt. I / Gerenciamento de Cloud Computing – Pt. II]

As vantagens e os desafios dos Aplicativos na Nuvem!

A grande vantagem da computação em nuvem do ponto de vista da entrega de um sistema é sua capacidade de elasticidade, o que significa que você pode ter uma solução capaz de atender 10 usuários ou 100.000 usuários utilizando os recursos técnicos que a Nuvem lhe oferece. Isto é possível por causa da capacidade de desvincular a capacidade de carga de um sistema a capacidade de carga do hardware, pois, no modelo de Computação em Nuvem as camadas de hardware e os sistemas funcionam separadamente e este fator – dentre outros contidos na Computação em Nuvem – faz com que, um sistema desenvolvido com arquitetura de Computação em Nuvem seja capaz de crescer ou diminuir instantaneamente para atender as necessidades do negócio.

Outras características da Computação em Nuvem que podemos considerar vantagens são a maior capacidade de monitoração e gestão do ambiente, o que proporciona visão em tempo real do ambiente e também maior capacidade de prever risco ou necessidades operacionais. Estas características são básicas na computação em nuvem, assim como a Orquestração que é responsável pela automatização de processos e a capacidade de manter a Nuvem (Privada ou Publica) sempre em operação sem a necessidade de intervenção humana na maioria das situações cotidianas.

Neste momento que estamos, creio que o grande desafio seja o conhecimento, pois, grande parte dos profissionais ainda tem em mente o modelo pré Cloud Computing, portanto, aprender a desenvolver em um ambiente com muito mais possibilidades e recursos demanda tempo e esforço e esta mudança não ocorre em um período de curta duração. Também existem outros fatores como resistência a mudanças, a própria falta de entendimento de muitos conceitos de Computação em Nuvem que podem prejudicar o desenvolvimento para este ambiente atualmente, mas que, certamente serão superados nos próximos anos.

O importante é ter em mente que a Computação em Nuvem é um modelo que está revolucionando a Tecnologia da Informação e que certamente toda empresa terá sistemas baseados neste conceito e  também que possuir conhecimento para criar soluções em Nuvem é essencial para quem atua no mercado de TI.

 Um abraço!
Antonio Ricardo

Exemplo de IaaS

Para finalizar a Trilogia de Exemplos de Cloud Computing: SaaS, PaaS e IaaS, neste artigo ilustro a seguir uma aplicação prática do modelo IaaS.

Primeiramente vamos recapitular o conceito:

IaaS – Infrastructure as a Service (Infraestrutura como um Serviço) Neste modelo você contrata sua infraestrutura de TI como serviço, com uma vantagem muito interessante ao modelo tradicional, que é a contratação de servidores virtuais (e outros dispositivos de infraestrutura) ao invés de comprar servidores, roteadores, racks e outras “caixas” de hardware. Aqui você é tarifado por alguns fatores, como o número de servidores virtuais, quantidade de dados trafegados, dados armazenados e outros itens, dependendo de como e com quem (fornecedor IaaS) você trabalha. Neste caso, creio que o Windows Azure, Amazon EC2 e a IBM sejam bons exemplos para quem queira pesquisar mais sobre o assunto. No IaaS, obviamente também é utilizado o modelo pay-per-use, onde a cobrança é baseada no serviço e não em licenciamento de produto, ou seja, se você precisa de 10 servidores para o próximo mês, você contrata a utilização destes servidores por este período determinado e depois, simplesmente cancela a utilização.

O modelo IaaS é apoiado em soluções de virtualização (Ex. VMware, Microsoft, RedHat etc.) que são amplamente utilizadas atualmente, adicionando ingredientes extras muito importantes relacionados ao gerenciamento do ambiente. Geralmente num ambiente virtualizado “in company” a questão do gerenciamento fica limitada aos recursos mais básicos como memória, armazenamento e processamento, porém, no modelo IaaS é esperado que o gerenciamento vá além do básico, entregando maior capacidade de provisionamento do ambiente, melhor disponibilidade (por tratar-se de ambiente mais robusto e mais complexo), além do ponto fundamental que é a gestão do custo, pois, o IaaS é comercializado baseando-se na utilização dos recursos, então se não houver um sistema eficiente que gerencie todos os recursos, alguma das partes sairá prejudicada.

O Exemplo prático:

Como a Microsoft tem uma base instalada maior que os demais, torna-se um pouco mais fácil exemplificar, utilizando o Windows Azure, pois a maior parte (ou a parte total) é formada de soluções já utilizadas em infraestrutura de TI convencional.

Através da Plataforma Windows Azure, além de seus servidores Windows, Linux e outros Sistemas Operacionais x86 e 64 bits é possível criar do ponto zero ou ainda estender sua infraestrutura para o modelo Cloud Computing / IaaS transferindo parte dela para a nuvem, incluindo o Active Directory, aramzenamento / backup, aplicações web internas ou externas hospedadas em IIS, Apache etc.

Através de várias soluções integradas na plataforma Azure é possível criar conexões seguras pela Internet e tornar sua infraestrutura flexível, tirando proveito de uma infraestrutura na Nuvem. Você terá uma extensão da sua infraestrutura atual, sem se preocupar com o hardware.

Recomendo o acesso ao site do Windows Azure, pois, existe muito conteúdo em português, e cada um dos itens da solução possui uma grande biblioteca de informações, além de eventos e a comunidade Microsoft que é uma ótima fonte de obtenção de conhecimento. Creio ser mais interessante e objetivo obter as informações diretamente na fonte. Também não deixe de acessar a calculadora disponível no Site do Windows Azure, pois, esta lhe fornecerá uma excelente base para entender como os custos são aplicados.

Um grande abraço!
Antonio Ricardo

 

Gerenciamento de Cloud Computing (Private Cloud)

Como mencionei no artigo anterior, o gerenciamento de Cloud Computing para quem adota o modelo de Private Cloud (Nuvem Privada) merece atenção especial, pois, sem a aplicação de um bom modelo de gestão aliado a um software destinado a este fim, sua nuvem privada pode tornar-se um fracasso.

É necessário um conjunto de hardware e software para a criação de uma Nuvem Privada, e para que este conjunto funcione harmoniosamente, você precisará de uma solução – software – destinada ao gerenciamento de sua nuvem.  Um bom exemplo para entender como isto funciona é comparar com uma orquestra, onde existem músicos excepcionais e que dominam totalmente seus respectivos instrumentos musicais, porém, para que haja harmonia entre todos estes e seja produzida boa música e um resultado em grupo, o maestro é fundamental na condução do conjunto.

Existem vários fornecedores no mercado que entregam ótimas soluções para esta finalidade. Muitos fornecem soluções completas, onde você terá desde o modelo conceitual, hardware e software e a plataforma para fazer a gestão da sua Nuvem Privada.

Um ponto fundamental a ser destacado para quem passa a utilizar uma Nuvem Privada é basear a maior parte dos recursos oferecidos no conceito de auto-serviço (self-service), onde, o cliente pode criar seus próprios recursos, como máquinas virtuais (servidores / desktops), armazenamento etc. Este cliente pode ser um departamento de T.I. ou outro qualquer, dependendo da necessidade, e isto é definido de acordo com um modelo de gestão baseado nas necessidades dos negócios da empresa.

As duas fontes a seguir podem lhe fornecer muita informação sobre este assunto: (Obs. Os exemplos não são patrocinados, como sempre faço. Caso queira sugerir algum outro exemplo, fique a vontade. Sugestões são sempre bem-vindas!) http://www.microsoft.com/en-us/server-cloud/solutions/virtualization-private-cloud.aspx#fbid=IW3d6VZuKPD
http://www.vmware.com/br/products/vsphere/

Um grande abraço!
Antonio Ricardo

O que é DTaaS – Desktop as a Service (Desktop como um serviço)

DaaS

Com o objetivo de complementar a publicação anterior, a seguir, explico o que é DTaaS e como podemos utilizar este conceito em nosso dia-a-dia.Como o nome sugere, DTaaS (Desktop as a service) é mais um modelo de utilização de recursos de Tecnologia da Informação, onde é possível substituir o modelo tradicional de aquisição de produtos, pela contratação de serviços, ou seja, ao invés de você adquirir um desktop (hardware) e softwares (sistema operacional, softwares de proteção, softwares de produtividade etc.), você contrata um provedor de serviços que irá fornecer tal infraestrutura, através de um modelo pré-determinado (normalmente baseado em Cloud Computing / Virtualização) cobrando uma assinatura mensal.

O conceito de DTaaS está diretamente associado a recursos de Virtualização de Desktops e Cloud Computing (Também chamado de Virtual Desktop as a Service). No segundo caso, podemos expandir o modelo de Cloud Computing em modelos tradicionais, em Private Cloud (Nuvem Privada) e também na mescla de ambos, chamados de modelos híbridos.

De forma simplista – e para facilitar o entendimento – podemos fazer um paralelo entre DTaaS e SaaS (Software as a Service) onde no modelo DTaaS, além do software (descrito no SaaS), adquirimos também o hardware como um serviço, pagando pela utilização ao invés de comprar o alugar. Isto significa que o provedor deste serviço fica responsável por toda a infraestrutura, entregando todos os recursos de hardware e software dentro de um “pacote de serviços”.

E como funciona a estrutura de virtual desktop as a service na prática?
Esta solução é formada por Servidores (onde são criadas estruturas para fornecimento destes desktops virtuais, através da utilização de produtos fornecidos por empresas como Citrix, Dell, VMware entre outras), elementos de rede como roteadores e switches e por clientes ou Thin Clients (Estes responsáveis por acessar os recursos armazenados nos servidores e disponibilizá-los para os usuários da solução).
Um ponto muito positivo e importante neste modelo é seu gerenciamento facilitado pela arquitetura das soluções que proporciona maior segurança e agilidade na administração.
Como ponto negativo ou crítico cito a necessidade de atenção com sua característica de alta disponibilidade, pois, se algo falhar por falta de redundância de recursos ou falha na especificação da capacidade de carga, pode haver indisponibilidade para muitos usuários ao simultaneamente.

Como sempre menciono em meus artigos, adotar uma solução de TI em um ambiente corporativo é uma questão delicada, e deve estar sempre direcionada ao apoio direto ao negócio.  O DTaaS é apenas mais um modelo dentre muitos e seu sucesso depende primeiramente da necessidade de sua utilização, combinando-se a isto um ótimo projeto de viabilização, implantação e adoção do modelo.

Um abraço,
Antonio Ricardo

O que é SaaS, IaaS e PaaS em Cloud Computing? (Conceitos básicos)

Hoje vou tratar objetivamente e com abordagem simples a respeito destas três siglas relacionadas a Computação em Nuvem (Cloud Computing em inglês), que, apesar de não se tratarem de algo tão novo assim, causam dúvidas em quem não tem muito contato com conceitos de tecnologia da informação.

SaaS – Software as a Service (Software como Serviço):
É um modelo onde a aquisição e/ou utilização de um software não está relacionado a compra de licenças, ou seja, você utiliza algum software e paga por sua utilização. Como exemplo, para fácil compreensão, cito o Skype da Microsoft. O Skype é um software de comunicação que permite vários tipos de utilização, que pode ser a simples troca de mensagens até uma videoconferência em grupo. Para utilizar o Skype você não paga nenhum tipo de licença, e é tarifado (ou cobrado) de acordo com os serviços que utiliza. Por exemplo, se você utiliza apenas o recurso de videoconferência em grupo, pode contratar apenas este recurso, porém, é possível combinar vários recursos oferecidos adaptáveis a sua necessidade. É um modelo flexível, que lhe permite controlar o que você necessita, pagando apenas pelo que utiliza em determinado período ou situação pontual. Resumidamente, você paga o serviço e não o produto. (Pesquise também o Lync Server e o Webex)

IaaS – Infrastructure as a Service (Infraestrutura como Serviço):
De maneira análoga a anterior, neste modelo você contrata sua infraestrutura como serviço, com uma vantagem muito interessante ao modelo tradicional, que é a contratação de servidores virtuais (e outros dispositivos de infraestrutura) ao invés de comprar servidores, roteadores, racks e outras “caixas” de hardware. Aqui você é tarifado por alguns fatores, como o número de servidores virtuais, quantidade de dados trafegados, dados armazenados e outros itens, dependendo de como e com quem (fornecedor IaaS) você trabalha. Neste caso, creio que Amazon EC2 e a IBM sejam bons exemplos para quem queira pesquisar mais sobre o assunto. No IaaS, obviamente também é utilizado o modelo pay-per-use, onde a cobrança é baseada no serviço e não em produto, ou seja, se você precisa de 10 servidores para o próximo mês, você contrata a utilização destes servidores por este período determinado e depois, simplesmente cancela a utilização, exatamente como a compra de um serviço de TV a cabo ou um plano de serviço de dados para seu celular.

PaaS – Platform as a Service (Plataforma como Serviço):
Aqui temos um modelo que fica entre o SaaS e IaaS, proporcionando uma plataforma mais robusta e flexível para a utilização de muitos recursos de tecnologia, onde é possível a utilização de softwares de maneira mais flexível, sendo possível desenvolver suas próprias aplicações baseadas em alguma tecnologia (framework, linguagem etc.) e utilizar a infraestrutura necessária, e o mais importante, adequada a aplicação desenvolvida. Pense em uma solução onde você necessite de um software, porém, por alguma limitação de um fornecedor do modelo SaaS, você não conseguirá implementar um determinado recurso personalizado que é fundamental para seu negócio. É aqui que o modelo PaaS é interessante, pois, você pode utilizar a mesma estrutura que você teria “em casa”, porém, utilizando o modelo “as a service”, livrando-se da aquisição de hardware, licenças de software etc. e utilizando esta mesma estrutura como serviço. Para entender este modelo é muito interessante pesquisar sobre o Microsoft Azure. Aliás, o Azure é bem flexível e lhe permite utilizar, além do PaaS, também os modelos SaaS e IaaS.

De uma maneira bem simplista, podemos dizer que os modelos SaaS, IaaS e Paas em Cloud Computing são substitutos para a infraestrutura tradicional com o diferencial do modelo de comercialização, que, ao invés de licenciamento, utiliza um modelo baseado em pagamento por utilização de recursos.

Espero ter contribuído para facilitar o entendimento. E, em caso de dúvidas, mantenha contato.

Sempre lembre-se que qualquer tecnologia deve ser utilizada para apoiar o negócio, então, antes de decidir, analise se é o momento certo para utilizar ou não alguma solução. Também considere sempre a possibilidade de evolução em ondas, ou seja, comece utilizando moderadamente as tecnologias que você não se sente seguro e vá aprendendo e evoluindo. Só não deixe de inovar no apoio aos negócios, senão você ficará para trás e terá que dar um salto bem grande para atualizar sua tecnologia, o que pode causar prejuízo na continuidade dos negócios de sua empresa.

Caso queira saber mais sobre o tema Cloud Computing, acesse este outro post, onde a abordagem é apenas Computação em Nuvem: https://antonioricardo.org/2013/09/18/cloud-computing/

Grande abraço!
Antonio Ricardo