Colaboração e Redes Sociais para indústria fonográfica

Que o mercado fonográfico mundial balançou após a era P2P não é novidade e o mau-humor deste mercado e dos músicos só vem aumentando com o passar dos meses, mas, por que não parar com tanta choradeira e tomar uma atitude? Virar o jogo, e voltar a garantir um bom faturamento para empresas e artistas, pode ser viável através de soluções baseadas em colaboração na web combinadas com redes sociais.

Imagine aquele seu artista ou banda favorita… Agora pense no seguinte: Um portal Web (ou uma App para dispositivos móveis) onde seja possível acessar a biografia, seguir seu artista (como no Twitter), ter acesso a agenda e todas as informações de turnês (vídeos, fotos, pôsteres etc.), participarem de comunidades relacionadas à banda entre várias outras possibilidades. Além de todos estes recursos – muita calma… Não esqueci o principal – você ter acesso a discografia, videografia, ensaios, shows exclusivos. Seria bem interessante, concorda???!!!

Então, estas idéias não fazem parte de ficção científica. Com o que temos hoje de recursos e soluções para criação de sites colaborativos e redes sociais, esta idéia é totalmente possível de ser colocada em prática.

E isto custaria muito caro? Com certeza não. Seria um ótimo negócio tanto para quem quer divulgar tanto quanto para quem quer ter acesso a este tipo de conteúdo, pois, neste modelo é possível liberar o conteúdo direcionado, por exemplo, por tipo de cadastro, ou seja, você poderia ter vários níveis de acessos onde os básicos seriam gratuitos e fossem evoluindo de acordo com valores pré-estabelecidos, até chegar a acessos Vips (Como ocorre num show onde você tem várias opções de acordo com seu bolso). Além disso, a estrutura pode crescer de acordo com as suas possibilidades. Você começa com uma estrutura enxuta, caso não possua recursos, e cresce de acordo com suas possibilidades. Este tipo de estrutura – de redes sociais e colaboração – é flexível para crescer ou diminuir de acordo com suas necessidades ou possibilidades. Para tal, é preciso trabalhar com uma boa equipe multidisciplinar para a criação e manutenção de seu produto.

É bem provável que uma solução como esta seja um bom caminho para diminuir a pirataria nas redes P2P – e através dos camelôs – e disponibilizar o trabalho dos artistas com preços mais viáveis do que os atuais preços de CDs e DVDs. Isto não signficaria acabar com a forma atual de reprodução em CDs e DVDs, pois, estamos bem longe disso ainda, mas, poderia ser uma maneira alternativa de retomar esse mercado.

Um grande abraço,
Antonio Ricardo Gonçalves